quinta-feira, 9 de outubro de 2008

CAMINHOS GEOLÓGICOS

DRM-RJ quer difundir conhecimento geológico do Estado do Rio de Janeiro
As divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e de Recursos Minerais (DRM) realizaram, no dia 20 de maio, a palestra "Projeto caminhos geológicos do estado do Rio de Janeiro", proferida pela geóloga Kátia Mansur.Segundo ela, o Estado do Rio de Janeiro apresenta características especiais em relação à sua geologia. Tanto na região litorânea quando no interior é notável a ocorrência de monumentos geológicos. Muitas vezes estes monumentos estão localizados em regiões com alto potencial turístico, porém ainda pouco desenvolvidas. Pensando nisto, afirmou, o DRM-RJ, na sua função de Serviço Geológico Estadual, lançou em 2000 o Projeto Caminhos Geológicos, que desenvolveu painéis interpretativos sobre a evolução dos monumentos geológicos fluminenses, identificados como "Pontos de Interesse Geológico".
– O Projeto Caminhos Geológicos tem como objetivo promover a difusão do conhecimento geológico do Estado do Rio de Janeiro como base para a preservação de seus monumentos naturais, verdadeiro patrimônio de todos os cidadãos. Como Serviço Geológico Estadual, o DRM-RJ buscou nas universidades e centros de pesquisa o apoio científico para levar à sociedade o entendimento da evolução geológica do estado, como forma de ampliar as noções de respeito pela natureza.
O projeto foi implantado inicialmente em 2001, na Região dos Lagos, e hoje já conta com 67 painéis espalhados por 26 municípios do Estado. A linguagem utilizada procura buscar no cotidiano das pessoas as comparações com os fenômenos geológicos observados, de forma a "traduzir" a linguagem usada pela comunidade científica para o cidadão comum.– É uma iniciativa pioneira do Estado do Rio de Janeiro e tem como parceiros fixos a Turisrio e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Também fundamental é a parceria científica desenvolvida com UFRJ, UERJ, UFRRJ, UFF e UNIRIO, empresas públicas e privadas, ONGs e prefeituras.

EROSÃO NO MÉDIO VALE DO PARAIBA DO SUL

Geólogos debatem erosão acelerada no médio Vale do Paraíba do Sul
As divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Minerais (DRM), de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e de Geotecnia (DTG) promoveram, no dia 28 de maio, a palestra "Erosão acelerada no médio Vale do Paraíba do Sul, proferida pelo professor de geologia da UFRJ, Claudio Limeira Mello.
Segundo o especialista, a região do médio vale do rio Paraíba do Sul compreende um amplo compartimento de colinas, com típica morfologia de "mar de morros", predominantemente sobre rochas do embasamento pré-cambriano profundamente intemperizadas, entre as serras do Mar e da Mantiqueira. Nesta região, explicou, ocorre um importante conjunto de bacias sedimentares ditas "cenozóicas", que compõem o Rift Continental do Sudeste do Brasil, cuja origem está associada a importantes atividades tectônicas/neotectônicas.
– Intensos processos erosivos, de natureza variada, podem ser observados, com destaque para feições decorrentes da erosão linear acelerada em cabeceiras de drenagem em anfiteatro. Estudos que vêm sendo desenvolvidos nos últimos 25 anos pelo Núcleo de Estudos do Quaternário e Tecnógeno (NEQUAT, IGEO/UFRJ), sob a coordenação da Dra. Josilda Rodrigues da Silva de Moura, demonstram que a erosão linear acelerada nesta região configura-se como um processo natural de re-hierarquização da rede de drenagem, em resposta, em escala regional, a mudanças paleoclimáticas e neotectônicas ocorridas durante o Holoceno (últimos 10.000 anos), além da atuação, em escala local, de controles lito-estruturais, hidrológicos, morfométricos e antrópicos – disse.
Segundo o professor, a evolução dos sistemas de drenagem resultou em padrões distintos de cabeceiras em anfiteatro, tendo grande importância uma fase de entulhamento generalizado dos eixos de drenagem, que produziu amplas cabeceiras e sub-bacias entulhadas, onde são identificados os principais exemplos de erosão linear acelerada. Mapas de feições e sucessões deposicionais quaternárias, realizados segundo metodologia proposta nestes estudos, são base fundamental para a avaliação da suscetibilidade à erosão na região do médio vale do Paraíba do Sul.

JORGE BELIZÁRIO E OS JOVENS TALENTOS

Programa Jovens Talentos incentiva práticas científicas na rede estadual
As divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Minerais (DRM) e de Recursos Naturais Renováveis (DRNR), promoveram, no dia 24 de abril, a palestra "Recuperação de área degradada pela mineração em Itaboraí: projeto Jovens Talentos". O palestrante foi o coordenador do projeto Jovens Talentos, da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj), Jorge Belizário.
– O programa Jovens Talentos (JT) leva para a escola pública, através dos alunos selecionados, o conhecimento de práticas científicas desenvolvidas nas instituições de pesquisa de nosso estado que têm parceria com o programa. Assim, divulga-se a ciência e faz-se a integração entre a academia e a escola secundária. Até o final de 2007, tivemos em nossos quadros um total de 2574 jovens. No caso do Parque Paleontológico de São José de Itaboraí, os estudantes participam de atividades de divulgação e prestam informações ao público quanto à importância de se preservar tão importante patrimônio científico e cultural do estado do Rio de Janeiro – disse.
A Bacia de São José de Itaboraí, descoberta em 1928, é um importante monumento natural do Estado do Rio de Janeiro. Situada na localidade de São José, em Itaboraí, reúne registros de rochas que variam de 65-70 milhões de anos até depósitos mais recentes relacionados ao homem pré-histórico. Apesar de suas reduzidas dimensões é extremamente rica em fósseis. Ali, também foram encontrados vestígios da presença do homem pré-histórico, que têm sido utilizados em estudos que visam traçar o roteiro da ocupação humana nas Américas. Por ser praticamente o único sítio paleontológico emerso do território fluminense tendo sido objeto constante de estudo por parte de pesquisadores nacionais e estrangeiros ao longo dos anos

MARIA BELTRÃO E A IDADE DO HOMEM

Arqueóloga diz que o homem é muito mais antigo do que se pensa
As divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e de Recursos Minerais (DRM) promoveu, no dia 23 de junho, a palestra "Arqueologia e geologia do Quaternário".Segundo a palestrante, arqueóloga Maria Beltrão (foto), talvez a maior missão da arqueologia seja elucidar a origem e o modo de vida das primeiras formações sociais – reconstituídas a partir dos vestígios dos nossos antepassados. As datações arqueológicas indicam que a existência humana e o domínio do homem no meio ambiente se deram a partir do período Quaternário – em torno de dois milhões de anos atrás.No entanto, a arqueóloga, que trabalha e estuda profundamente a distribuição dos primeiros homens sobre o planeta Terra, diz que o homem é muito mais antigo do que se pensa. Para ela, o homem vem deixando suas marcas sobre o planeta há quase três milhões de anos.Maria Beltrão também abordou a "alta antiguidade" que atribui ao Sítio de Itaboraí (RJ), localizado na bacia calcária de São José de Itaboraí. Esse sítio faz parte de um conjunto de outros sítios localizados nos bordos da bacia. Para a avaliação da idade deste sítio arqueológico, a arqueóloga utilizou os seguintes métodos relativos: método estratigráfico, método tipológico (tipologia dos artefatos), o método da deposição sobre os artefatos das manchas climáticas, a técnica da transformação do silte em argila e a técnica da transformação do ferro livre em ferro cristalizado.

ARQUEOLOGIA SUBAQUÁTICA NA GUANABARA

Arqueólogo subaquático fala sobre naufrágio de navio norueguês do século XIX
As divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Minerais (DRM) e de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) promoveram, no dia 9 de julho, palestra com arqueólogo subaquático Luiz Octávio de Castro Cunha. O tema foi "Arqueologia subaquática na baía de Guanabara – o soçobro do navio Goodvang, em 1891".
Segundo o palestrante, em março de 1987, após entendimentos entre a Base Almirante Castro e Silva (BACS) e o Serviço de Documentação da Marinha (SDM), na época ainda denominado Serviço de Documentação Geral da Marinha (SDGM), partiram três mergulhadores: o palestrante, o Capitão-Tenente (MG) Rollenberg e o SG (MG) Jaceguay, com a lancha nº 3 da Divisão de Escafandria (Div-K) em direção à entrada da barra da baía do Rio de Janeiro, para então investigar, seguido de um mergulho científico, o antigo navio norueguês de casco misto de ferro, aço e madeira "Goodvang", soçobrado em 1891, após colidir violentamente com as rochas da então Fortaleza da Laje, renomeada em 1953 como Forte de Tamandaré.
– É também uma das últimas fortalezas construídas pelos portugueses e adaptada através dos séculos por hábeis brasileiros após o advento da proclamação da República em 1889. Nesta expedição arqueológica subaquá-tica todavia, seriam então efetuados dois mergulhos distintos: o primeiro, certamente mais importante e mais difícil pelo local inusitado (a antiga fortaleza), e pelas características do naufrágio histórico que seria estudado e investigado in loco.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

MUSEU NACIONAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO.
Museu mostra parte do seu acervo ao público.
O Museu Nacional do Rio de Janeiro mostra seu acervo permanente de maneira renovada. As salas que guardam a arte egípcia, greco-romana e a arqueologia brasileira foram reformadas. Tanto as obras que estavam expostas quanto as guardadas na reserva técnica foram higienizadas. Nenhum outro tratamento - nem de conservação das obras nem das salas - era dado desde a década de 40. Foram incluídas no acervo obras sobre a etnologia brasileira, totalizando 3 mil peças nas quatro exposições. Estão lá, por exemplo, o crânio de Luzia, fóssil da mulher de 10.000 de anos encontrada no Brasil; uma estátua da deusa grega Kouré, do período arcaico; e as tangas das índias marajoaras. Para aumentar ainda mais o valor do acervo, foram encontradas, em maio, 76 fotografias originais e inéditas. O autor das imagens, Marc Ferrez, acompanhou a expedição da Comissão Geológica do Império, em 1875, e ficou responsável pelo registro da viagem. As fotos foram descobertas numa das salas do museu pelo professor e geólogo Benedicto Rodrigues restauradas com o auxílio da Funarte.

sábado, 9 de agosto de 2008

A GRUTA DE ARAPEI- SP

A GRUTA DE ARAPEÍ- SP

Em Arapeí há um gruta em rocha dolomítica encaixada nos gnaisses.Antigamente fazia parte de Bananal.Com a emancipação do distrito de Arapeí Bananal perdeu o charme da sua gruta.


Uma pesquisa realizada por geólogos da UFRRJ mostrou o estado precário da gruta que é um importante ecossistema regonal. Alguns animais adaptados a viver sem luminosidade possuem características próprias como falta de olhos por exemplo.

Autoridades , ambientalistas, biólogos e espeleólogos precisam conhecer, estudar e preservar a Gruta de Arapei.

Hmberto Rodrigues

Professor, pesquisador, geólogo.