quinta-feira, 18 de junho de 2009

Geologia nos cursos de engenharia.

Professor analisa a Geologia no curso de Engenharia Civil
A Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA) e de Recursos Naturais Renováveis (DRNR), promoveu, no dia 31 de março, a palestra “A presença da disciplina Geologia no Curso de Engenharia Civil”, proferida pelo professor Rondon Mamede Fatá.Segundo ele, a Geologia não é considerada uma disciplina principal no curso de Engenharia, apesar de analisar as obras e os materiais que serão utilizados, direta ou indiretamente, pelo futuro profissional.– Três são os grandes problemas que foram observados e que ainda não foram resolvidos. Carga horária de apenas sessenta horas em um dos semestres. Portanto, mais de 50% do que é básico não será visto, prejudicando inclusive as disciplinas em que a Geologia é um pré-requisito, como Mecânica de Solos, que também é muito importante para a formação integral do aluno. Outro fator que resulta em problemas é a falta de materiais para as aulas práticas, principalmente nos cursos da rede privada. Os professores tem que se virar para arranjar os materiais. É preciso que seja feito também um trabalho de campo, que serviria para que o aluno demonstrasse a ligação da teoria à prática e também para ver in situ os exemplos dados em aula – ressaltou.Segundo Rondon Fatá, para uma melhoria substancial do curso de Engenharia Civil, a Geologia deveria estar presente em Introdução a Geologia Geral e em Geologia Aplicada à Engenharia Civil.

Arqueologia Brasileira

Mesa redonda debate panorama da arqueologia e homenageia professor Francisco Octávio
A Diretoria de Atividades Técnicas, através da Divisão Técnica de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e de Energia (DEN) realizou, no dia 25 de novembro de 2008, a mesa redonda “Novas descobertas arqueológicas no estado do Rio de Janeiro (panorama atual da arqueologia)”, com a participação, entre outros, da presidente do Centro Brasileiro de Arqueologia (CBA), Catherine Beltrão, e das arqueólogas Maria Beltrão e Giselle Manes.Giselle Manes discorreu sobre os acontecimentos mais importantes que marcaram os 47 anos de existência do CBA, como a realização de expedições, pesquisas, palestras, exposições e seminários.– Dentre as atividades desenvolvidas pela entidade no passado estão as famosas expedições realizadas de 1961 a 1970 à Paraíba, para documentar a Pedra Lavrada do Ingá e de Picuí e à Roraima, para documentar a Pedra Pintada e as ruínas do Forte São Joaquim do Rio Negro. Vale lembrar que em uma dessas expedições à Paraíba, a equipe técnica do CBA encontrou um sítio paleontológico, na cidade de Taperoá, em cujas cacimbas foram encontradas fósseis de mamíferos do Quaternário, sendo parte desse material encaminhado à Divisão de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional da UFRJ – disse.Segundo Maria Beltrão, dentre outras importantes realizações do CBA no presente está a realização do I Encontro Latino-Americano de Arqueologia (2005), em parceria com o Clube de Engenharia e com patrocínio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), do Museu Nacional e da Fundação José Bonifácio e o apoio do Crea-RJ.
HOMENAGEMDurante a mesa redonda, a presidente do CBA, Catherine Beltrão, fez uma homenagem ao professor Francisco Octávio da Silva Bezerra.– A trajetória percorrida pelo homenageado, o grande e último presidente do CBA, deixou marcas indeléveis por onde passou: Petrobrás, Museu Nacional da UFRJ, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Instituto de Arqueologia Brasileira, Centro Brasileiro de Arqueologia, Instituto Histórico e Geográfico de Niterói e Clube de Engenharia. O professor faleceu em 14 de fevereiro de 2008.Após a homenagem, foram mencionadas algumas das novas descobertas arqueológicas no Estado do Rio de Janeiro, como os estudos realizados por Alfredo José Altamirano, em Cabo Frio, e pesquisas em antigos engenhos do recôncavo da Guanabara, dirigidas por Ondemar Dias, entre outros. Novas datações absolutas estão em andamento, com destaque para os arenitos da Praia de Jaconé, provável área fonte dos artefatos de rocha arenítica encontrados pelo professor Benedicto Francisco nos sambaquis de Saquarema, durante o desenvolvimento do Projeto Saquarema, coordenado por Lina Kneip.– O Departamento de Identificação e Documentação do Iphan vem desenvolvendo um projeto de formação de banco de dados de todos os sítios arqueológicos do Brasil. Através do Sistema de Gerenciamento de Patrimônio Arqueológico (SGPA) será possível acessar qualquer informação acerca do patrimônio arqueológico brasileiro. O acesso ao banco de dados ainda está em desenvolvimento e sua conclusão permitirá não só maior agilidade do trabalho dos arqueólogos em seus levantamentos, mas possibilitará que o Iphan atue efetivamente na preservação de nosso patrimônio – explicou Benedicto Francisco.

GEOLOGIA E SOCIEDADE

Geodiversidade brasileira
Palestra por Cássio R. da Silva da CPRM>
As divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e de Recursos Minerais (DRM) promoveram, no dia 3 de dezembro, a palestra “Geodiversidade brasileira e a sua importância para o desenvolvimento do Brasil”, com o geólogo Cassio Roberto da Silva, do Serviço Geológico do Brasil – CPRM.
A palestra abordou temas como a evolução do planeta Terra; o surgimento e a extinção de espécies; a importância da água para a vida; as riquezas minerais, tanto no continente quanto no fundo marinho, e seus riscos geológicos. O especialista analisou o potencial para o geoturismo, a geoconservação e as aplicações destes conhecimentos em vários setores.
– Em vista das intervenções inadequadas no meio físico, têm ocorrido sérios problemas para a qualidade de vida e também para o meio ambiente. Somos totalmente dependentes das características geológicas dos ambientes naturais, ou seja, da geodiversidade, na medida em que dela extraímos as matérias-primas como minerais, água e alimento, entre outros, vitais para nossa sobrevivência e desenvolvimento social. É necessário assim, conhecer e entender todos os seus significados, já que uma vez modificados, removidos ou destruídos, quase sempre os aspectos da geodiversidade sofrerão mudanças irreversíveis – disse.
Para Cassio Roberto da Silva, a geodiversidade terá um papel fundamental no futuro do planeta.
– A geodiversidade contribui para a prevenção de desastres naturais e mudanças climáticas, para a melhoria da qualidade alimentar e na disponibilidade de água potável (monitoramento geoquímico), além de favorecer o fornecimento de energia tradicional e alternativa, de bens minerais a custos menores e como instrumento de planejamento, gestão e ordenamento territorial. Essas informações deverão ser intensamente utilizado nas políticas públicas governamentais.
(MAIS INFORMAÇÕES NO SITE DO CLUBE DE ENGENHARIA).






sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

“O DESGASTE DENTÁRIO NA POPULAÇÃO PRÉ-HISTÓRICA DO ILHOTE DO LESTE NA ILHA GRANDE – RIO DE JANEIRO”.


VERA LÚCIA LOPES DE MEDEIROS MARIA

RESUMO


O presente trabalho teve a finalidade de analisar a questão à cerca dos padrões de desgaste dentário resultante da atricção entre maxilares e mandíbulas na população pré-histórica, que teve por habitat o Sambaqui do Ilhote do Leste, situado no morrote existente entre as praias do Sul e do Leste, na Ilha Grande, a qual pertence ao município de Angra dos Reis - litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.
As análises realizadas nas amostras dos dentes e das arcadas dentárias que fazem parte da coleção pertencente ao Departamento de Antropologia Biológica do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista indicaram que esta população sofreu desgaste dentário de intensidade extensa a moderada.
O conjunto de molares examinado mostrou que estes foram os dentes mais atingidos pelo desgaste. Não foi percebida uma diferença significativa entre dentes de indivíduos de sexos diferentes.
Quanto à faixa etária, pode-se perceber que os indivíduos jovens apresentaram menores graus de desgaste em relação aos indivíduos adultos.
A única amostra presente neste estudo, estabelecida como pertencente a uma criança, já demonstrava a existência de desgaste dentário de tipo leve de forma uniforme, tanto no maxilar superior quanto na mandíbula.

FICHA CATALOGRÁFICA





De Medeiros Maria, Vera Lucia L.
“O desgaste dentário na população pré-histórica do Ilhote do leste na Ilha Grande – Rio de Janeiro”. Vera Lucia Lopes de Medeiros Maria. – Rio de Janeiro: UFRJ/MN/DGP, 2004.
V I, 44 f, il.; 29,7 cm.
Orientador: Prof. Dra. Claudia Rodrigues
Monografia (especialização): UFRJ/MN/DGP / Programa de Pós Graduação em Geologia do Quaternário, 2004.
Referências Bibliográficas: f. 43-44.
1. População pré-histórica do Rio de Janeiro. - 2. Desgaste dentário . I. De Medeiros Maria, Vera Lucia, II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, Departamento de Geologia e Paleontologia, Programa de Pós Graduação em Geologia do Quaternário III. Título

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Galeria de fotos de Marc Ferrez do MN/UFRJ

http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/album/p_fotos_antigas_01.shtml
Curador Benedicto Rodrigues

CNPq Diretório de Linhas de Pesquisa

Linha de PesquisaGeologia da bacia calcária de São José de Itaboraí e seu entorno
Linha de pesquisa
Geologia da bacia calcária de São José de Itaboraí e seu entorno
Nome do grupo: Parque Paleontológico de São José de Itaboraí
Palavras-chave: estratigrafia; estrutural; geofísica; geologia; modelagem; petrografia;
Pesquisadores:
Benedicto Humberto Rodrigues Francisco
Joel Alves Moura
Miguel Angelo Mane
Sérgio Bergamaschi
Vitor Manoel Rodrigues do Nascimento
Estudantes:
Anderson Carlos dos Santos Baptista
Ricardo Ribeiro Percilio
Árvore do conhecimento:
Ciências Exatas e da Terra; Geociências; Geologia; Estratigrafia;
Ciências Exatas e da Terra; Geociências; Geofísica; Geofísica Aplicada;
Ciências Exatas e da Terra; Geociências; Geologia; Geologia Regional;
Setores de aplicação:
Formação permanente e outras atividades de ensino, inclusive educação à distância e educação especial
Outras atividades de assessoria e consultoria às empresas
Produtos e serviços voltados para a defesa e proteção do meio ambiente, incluindo o desenvolvimento sustentado
Objetivo: Desenvolver estudos estratigráficos, geofísicos, estruturais e geomorfológicos da área compreendida pela bacia calcária com vistas ao aprimoramento e ampliação da base de dados atualmente disponível, em especial visando conhecer os processos que atuaram na sua formação e modelagem.

ABPEF- Parceria

SOLO, SAÚDE E AMBIENTE: SÍTIOS CONTAMINADOS E A IMPORTÂNCIA DE INFORMAÇÕES GEOAMBIENTAIS PARA PLANEJAMENTO DO TERRITÓRIO
1/12/2004
18:00h
Clube de Engenharia Av. Rio Branco, 124 - 22º andar
Geógrafo Anderson Chagas de Oliveira - Fiocruz Geólogo Cassio Roberto da Silva - MME/CPRM Geólogo Benedicto Rodrigues - APG
Mais informações cassio@rj.cprm.gov.br

DIVULGAÇÃO ORIGINAL DO EVENTO

A Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França - ABPEF é uma associação, sem fins lucrativos, fundada em 30 de setembro de 1961, no Rio de Janeiro, com o nome de Associação Brasileira dos Ex-Estagiários da Cooperação Técnica Francesa, com a sigla ABEF, tendo como finalidade congregar profissionais técnicos que tivessem feito estágio na França com bolsas concedidas pelo governo francês.Posteriormente, embora mantendo a mesma sigla - ABEF- a associação passou a ter as denominações, primeiramente de Associação Brasileira dos Estagiários Técnicos na França e mais recentemente de Associação Brasileira dos Estagiários na França, quando passou a incluir em seus quadros todos profissionais com cursos ou estágios na França.Em decisão da Assembléia Geral dos associados realizada em 16/05/94, a ABEF passou a se chamar Associação Brasileira dos Profissionais Especializados na França, com a nova sigla ABPEF, mais consentânea com a realidade, e objetivando valorizá-la cada vez mais.A finalidade primordial da ABPEF continua a ser a de congregar todos os profissionais que tenham algum vínculo com a França, através de estágios ou cursos, de nível médio ou superior, realizados naquele país, com bolsas ou não, objetivando manter o relacionamento técnico-científico e cultural entre os dois países.
REALIZAÇÕES DA ABPEFAs principais realizações da ABPEF nos últimos anos têm sido os Seminários Franco-Brasileiros, Video Conferências ou Congressos realizados anualmente, sempre sobre um tema da atualidade. Foram os seguintes os Seminários realizados:
1990 - Seminário "Técnicas de Irrigação"
1991 - Seminário "Lixo Urbano e Lixo Hospitalar"
1992 - Seminário Ä Conservação de Energia"
1993 - Seminário "Tratamento, Estocagem e Distribuição de Gás"
1994 - Seminário "A Tecnologia Hospitalar"
1997 - Seminário "Cogeração -Produção Combinada de Eletricidade e Calor a Partir do Gás Natural"
1999 - Seminário "Telemedicina"
2000 - Seminário - "A Política Francesa para o Tratamento de Resíduos"
2004 - Vídeo Conferência "A Gestão da Água"
2005 - VIII Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente (VIII CBDMA)
2006 - Seminário Internacional entitulado: A Importância das Tecnologias da Informação na realização de grandes eventos esportivos e culturais. Caso concreto: Jogos Panamericanos Rio 2007
2006 - Seminário sobre políticas públicas para transporte, habitação e saneamento
2006 -Seminário Franco-Brasileiro de Produção de Eletricidade por Tecnologia Nuclear"
2006 - Seminário sobre Transporte Leve Sobre Trilhos
2007 - Plataformas Logísticas Intermodais
2007 - Simpósio Franco-Brasileiro de Transportes Urbanos
2008 - IX Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente (IX CBDMA)