Walter Alves Neves é um biólogo, arqueólogo e antropólogo brasileiro, responsável pelo estudo de Luzia, o esqueleto humano mais antigo do continente americano.
É graduado em Ciências Biológicas pela USP (1981), pré-doutorado nas Universidades de Stanford e Berkeley (1982), doutorado em Ciências Biológicas pela USP (1984), pós-doutoramentos pelo Center for American Archeology, Universidade de Illinois (1985) e pelo Departamento de Antropologia da USP (1991-92), Livre Docência em Evolução Humana pelo departamento de Genética e Biologia Evolutiva da USP (2000).
É, desde 1992, professor associado do departamento de biologia da USP, onde fundou e coordena o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos, único do gênero da América Latina. Tem produção científica e orientação a graduandos e pós-graduandos nas áreas de antropologia ecológica, antropologia biológica, arqueologia pré-histórica, ecologia humana e psicologia evolutiva.
Interessa-se especialmente pela investigação da origem do homem na América, dedicando-se também à divulgação científica, promovendo e realizando palestras, exposições museográficas e artigos.
Dedica-se em especial às áreas de
Antropologia biológica
Antropologia ecológica
Arqueologia de caçadores-coletores
Evolução humana
Especiação
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
NOVO REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
O atual reitor, professor Carlos Antônio Levi da Conceição é engenheiro naval graduado pela UFRJ (1974), mestre em Engenharia Oceânica pela UFRJ (1975) e mestre (1978) e doutor (1981) em Arquitetura Naval pela Universidade de Londres. É professor associado da UFRJ, atuando na Escola Politécnica (Poli) e no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe). Exerceu, de 2003 a 2011, o cargo de Pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento (PR-3) e de coordenador do Laboratório de Tecnologia Oceânica da Coppe. Tem experiência na área de Engenharia Naval e Oceânica, com ênfase em Propulsão de Navios, atuando principalmente Hidrodinâmica, Ação de Ondas, Dinâmica, Ondas e Teoria Potencial. Foi eleito para um mandato de quatro anos, a contar de 30/06/2011.
O atual Vice-reitor, professor Antônio José Ledo Alves da Cunha é graduado em Medicina pela UFRJ (1979), especialista (Residência Médica) em Pediatria (1982) pelo Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira (IPPMG), do qual foi diretor; especialista (Fellowship) em Epidemiologia Clinica (1982) e mestre em Saúde Publica (1992) pela Universidade da Carolina do Norte; especialista em Gestão Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (2005); mestre em Medicina (Pediatria) pela UFRJ (1989) e doutor em Epidemiologia (PhD) pela Universidade da Carolina do Norte (1996). Atualmente é professor titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRJ, da qual também foi diretor. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Saúde Materno-Infantil, atuando principalmente com Criança, Doenças Prevalentes da Infância, Infecções Respiratórias Agudas, Tuberculose, Atenção Primaria na Infância, Avaliação de Serviços de Saúde na Área infantil. Tem, também, experiência e at
O atual Vice-reitor, professor Antônio José Ledo Alves da Cunha é graduado em Medicina pela UFRJ (1979), especialista (Residência Médica) em Pediatria (1982) pelo Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira (IPPMG), do qual foi diretor; especialista (Fellowship) em Epidemiologia Clinica (1982) e mestre em Saúde Publica (1992) pela Universidade da Carolina do Norte; especialista em Gestão Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (2005); mestre em Medicina (Pediatria) pela UFRJ (1989) e doutor em Epidemiologia (PhD) pela Universidade da Carolina do Norte (1996). Atualmente é professor titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRJ, da qual também foi diretor. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Saúde Materno-Infantil, atuando principalmente com Criança, Doenças Prevalentes da Infância, Infecções Respiratórias Agudas, Tuberculose, Atenção Primaria na Infância, Avaliação de Serviços de Saúde na Área infantil. Tem, também, experiência e at
sábado, 30 de abril de 2011
Estrada em péssimas condições de tráfego
BARRA MANSA
A falta de manutenção na estrada que liga Barra Mansa a Bananal (SP), a RJ-157, está causando preocupação e gerando reclamações dos motoristas. Segundo relatos, as placas de sinalização em vários trechos estão encobertas pelo mato e outras estão danificadas, as faixas horizontais estão apagadas e também há lixo jogado na beira da pista. Outro problema encontrado pelos que passam pelo local é com relação a dois trechos de pista que cederam há anos e continuam se estreitando.
Um taxista que preferiu não ser identificado conta que há anos vem pedindo a melhora do trecho para órgãos competentes, mas ninguém toma providências. “Passo todos os dias por aqui e não vejo melhoria em nada. Para piorar, agora nem capina fazem, o que causa preocupação principalmente para quem viaja à noite, porque as placas ficam escondidas no meio do mato, o que pode causar um acidente”, ressalta, citando ainda o lixo jogado na beira da estrada. “Ninguém toma providência e a população também não ajuda. Esta pista está totalmente esquecida”, indaga.
Segundo o chefe da 5ª Residência de Obras e Conservação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), José Roberto Rosendo da Silva, a má condição das placas e faixas já foi passada para a empresa responsável, que fica em Itaboraí, no Rio de Janeiro, e faz trabalho em todo o estado. “O pedido já foi realizado para a manutenção, só estamos aguardando a disponibilidade da empresa”, diz.
Em questão ao mato alto que está dificultando motoristas enxergarem as placas e o lixo jogado na pista, Rosendo informa que a equipe de roçadores do DER-RJ está no momento realizando a capina da estrada que liga Quatis à Falcão e os serviços serão realizados na RJ-157 daqui a 15 dias. “Por conta das chuvas, o capim na beira da estrada cresce muito rápido. Mas estamos agilizando a limpeza das estradas e logo faremos o trabalho na estrada que liga Barra Mansa a Bananal”, informa.
O aposentado Mário Luiz Rodrigues, 57 anos, diz que passa há anos pela estrada e os dois trechos que estão cedendo estão ficando cada dia mais perigosos. “As chuvas acabam estreitando ainda mais a pista e logo terá espaço apenas para um carro. Infelizmente, essa situação está piorando e as autoridades não resolvem. Parece que estão esperando algum acidente acontecer para arrumar”, observa.
O chefe da DER-RJ referente a este assunto diz que já realizou toda a parte técnica no local e enviou todas as solicitações possíveis para a direção do Departamento no Rio de Janeiro e não obteve nenhuma resposta. “Equipes já foram aos dois locais com erosão, porém, o que podíamos fazer por aqui já foi feito. Agora é com a direção do departamento”, completa Rosendo
A falta de manutenção na estrada que liga Barra Mansa a Bananal (SP), a RJ-157, está causando preocupação e gerando reclamações dos motoristas. Segundo relatos, as placas de sinalização em vários trechos estão encobertas pelo mato e outras estão danificadas, as faixas horizontais estão apagadas e também há lixo jogado na beira da pista. Outro problema encontrado pelos que passam pelo local é com relação a dois trechos de pista que cederam há anos e continuam se estreitando.
Um taxista que preferiu não ser identificado conta que há anos vem pedindo a melhora do trecho para órgãos competentes, mas ninguém toma providências. “Passo todos os dias por aqui e não vejo melhoria em nada. Para piorar, agora nem capina fazem, o que causa preocupação principalmente para quem viaja à noite, porque as placas ficam escondidas no meio do mato, o que pode causar um acidente”, ressalta, citando ainda o lixo jogado na beira da estrada. “Ninguém toma providência e a população também não ajuda. Esta pista está totalmente esquecida”, indaga.
Segundo o chefe da 5ª Residência de Obras e Conservação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), José Roberto Rosendo da Silva, a má condição das placas e faixas já foi passada para a empresa responsável, que fica em Itaboraí, no Rio de Janeiro, e faz trabalho em todo o estado. “O pedido já foi realizado para a manutenção, só estamos aguardando a disponibilidade da empresa”, diz.
Em questão ao mato alto que está dificultando motoristas enxergarem as placas e o lixo jogado na pista, Rosendo informa que a equipe de roçadores do DER-RJ está no momento realizando a capina da estrada que liga Quatis à Falcão e os serviços serão realizados na RJ-157 daqui a 15 dias. “Por conta das chuvas, o capim na beira da estrada cresce muito rápido. Mas estamos agilizando a limpeza das estradas e logo faremos o trabalho na estrada que liga Barra Mansa a Bananal”, informa.
O aposentado Mário Luiz Rodrigues, 57 anos, diz que passa há anos pela estrada e os dois trechos que estão cedendo estão ficando cada dia mais perigosos. “As chuvas acabam estreitando ainda mais a pista e logo terá espaço apenas para um carro. Infelizmente, essa situação está piorando e as autoridades não resolvem. Parece que estão esperando algum acidente acontecer para arrumar”, observa.
O chefe da DER-RJ referente a este assunto diz que já realizou toda a parte técnica no local e enviou todas as solicitações possíveis para a direção do Departamento no Rio de Janeiro e não obteve nenhuma resposta. “Equipes já foram aos dois locais com erosão, porém, o que podíamos fazer por aqui já foi feito. Agora é com a direção do departamento”, completa Rosendo
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
ARQUEOLOGIA ILHA GRANDE RIO DE JANEIRO
“O DESGASTE DENTÁRIO NA POPULAÇÃO PRÉ-HISTÓRICA DO ILHOTE DO LESTE NA ILHA GRANDE – RIO DE JANEIRO”.
VERA LÚCIA LOPES DE MEDEIROS MARIA
RESUMO
O presente trabalho teve a finalidade de analisar a questão à cerca dos padrões de desgaste dentário resultante da atricção entre maxilares e mandíbulas na população pré-histórica, que teve por habitat o Sambaqui do Ilhote do Leste, situado no morrote existente entre as praias do Sul e do Leste, na Ilha Grande, a qual pertence ao município de Angra dos Reis - litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.
As análises realizadas nas amostras dos dentes e das arcadas dentárias que fazem parte da coleção pertencente ao Departamento de Antropologia Biológica do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista indicaram que esta população sofreu desgaste dentário de intensidade extensa a moderada.
O conjunto de molares examinado mostrou que estes foram os dentes mais atingidos pelo desgaste. Não foi percebida uma diferença significativa entre dentes de indivíduos de sexos diferentes.
Quanto à faixa etária, pode-se perceber que os indivíduos jovens apresentaram menores graus de desgaste em relação aos indivíduos adultos.
A única amostra presente neste estudo, estabelecida como pertencente a uma criança, já demonstrava a existência de desgaste dentário de tipo leve de forma uniforme, tanto no maxilar superior quanto na mandíbula.
FICHA CATALOGRÁFICA
De Medeiros Maria, Vera Lucia L.
“O desgaste dentário na população pré-histórica do Ilhote do leste na Ilha Grande – Rio de Janeiro”. Vera Lucia Lopes de Medeiros Maria. – Rio de Janeiro: UFRJ/MN/DGP, 2004.
V I, 44 f, il.; 29,7 cm.
Orientador: Prof. Dra. Claudia Rodrigues
Monografia (especialização): UFRJ/MN/DGP / Programa de Pós Graduação em Geologia do Quaternário, 2004.
Referências Bibliográficas: f. 43-44.
1. População pré-histórica do Rio de Janeiro. - 2. Desgaste dentário . I. De Medeiros Maria, Vera Lucia, II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, Departamento de Geologia e Paleontologia, Programa de Pós Graduação em Geologia do Quaternário III. Título
VERA LÚCIA LOPES DE MEDEIROS MARIA
RESUMO
O presente trabalho teve a finalidade de analisar a questão à cerca dos padrões de desgaste dentário resultante da atricção entre maxilares e mandíbulas na população pré-histórica, que teve por habitat o Sambaqui do Ilhote do Leste, situado no morrote existente entre as praias do Sul e do Leste, na Ilha Grande, a qual pertence ao município de Angra dos Reis - litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.
As análises realizadas nas amostras dos dentes e das arcadas dentárias que fazem parte da coleção pertencente ao Departamento de Antropologia Biológica do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista indicaram que esta população sofreu desgaste dentário de intensidade extensa a moderada.
O conjunto de molares examinado mostrou que estes foram os dentes mais atingidos pelo desgaste. Não foi percebida uma diferença significativa entre dentes de indivíduos de sexos diferentes.
Quanto à faixa etária, pode-se perceber que os indivíduos jovens apresentaram menores graus de desgaste em relação aos indivíduos adultos.
A única amostra presente neste estudo, estabelecida como pertencente a uma criança, já demonstrava a existência de desgaste dentário de tipo leve de forma uniforme, tanto no maxilar superior quanto na mandíbula.
FICHA CATALOGRÁFICA
De Medeiros Maria, Vera Lucia L.
“O desgaste dentário na população pré-histórica do Ilhote do leste na Ilha Grande – Rio de Janeiro”. Vera Lucia Lopes de Medeiros Maria. – Rio de Janeiro: UFRJ/MN/DGP, 2004.
V I, 44 f, il.; 29,7 cm.
Orientador: Prof. Dra. Claudia Rodrigues
Monografia (especialização): UFRJ/MN/DGP / Programa de Pós Graduação em Geologia do Quaternário, 2004.
Referências Bibliográficas: f. 43-44.
1. População pré-histórica do Rio de Janeiro. - 2. Desgaste dentário . I. De Medeiros Maria, Vera Lucia, II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, Departamento de Geologia e Paleontologia, Programa de Pós Graduação em Geologia do Quaternário III. Título
Mudanças climáticas e chuvas no Rio de Janeiro
Mudança climática ou ruptura do padrão ambiental atual?
Por Luís Henrique Ramos de Camargo – geógrafo e doutor em geoecologia pela UFRJ, Professor de Ecologia Política UERJ-Caxias e FEUC. – autor do livro A Ruptura do Meio Ambiente lançado pela Bertrand e A Geoestratégia da Natureza que será lançado ainda este ano pela mesma editora.
geocamargo@ig.com.br A recente tragédia ocorrida na região serrana do estado do Rio de Janeiro não representa apenas um fenômeno climático que causou danos irreversíveis à sociedade local significa na verdade um processo imprevisível devido a sua magnitude, pois mesmo o mais atento cientista jamais imaginaria que esta fúria de titãs ocorresse destruindo o que há tanto tempo se mantinha. Na verdade, nem a ciência normal e nem os moradores locais imaginavam que as chuvas, que em geral, provocam problemas nesta época do ano, destruiriam de forma tão drástica o que se mantinha há décadas ou há séculos.
Emerge aqui duas questões que considero de profunda relevância para nossos dias, a primeira se relaciona a como entendemos a relação entre o homem e a natureza, a segunda é o grave erro pertinente a farsa do que chamamos de mudança climática. Pois hoje em nossos dias é comum relacionarmos todos os graves problemas do meio ambiente a alterações do clima que seria fruto do excesso de gases estufa na atmosfera.
Essa questão vai de encontro à própria lógica natural, pois em suspensão os gases estufa sofrem reações e se transformam, além disso, e de forma muito mais séria, o planeta ao longo dos seus 4,5 bilhões de anos de existência já passou por diferentes combinações atmosféricas e também já possuiu várias ecologias. E além do mais, se o clima está mudando, isso significa que tudo está em processo de transformação, porque o clima se relaciona a diferentes outros sistemas como o solo, vegetação dentre outros. Na verdade o planeta é uma totalidade indivisível em constante transformação. E é esse fluxo espaço-temporal que gera as mudanças.
Ao longo da história de nosso planeta cada período geológico possuía uma combinação de elementos formando o que convencionamos chamar de padrão, ou seja, uma estrutura que se mantém por um determinado tempo. Assim, sucessivamente o planeta atravessou várias fases ou padrões de organização sistêmicos. Por isso, a idéia de que somos eternos se esvai deixando de lado nosso mito de que o planeta Terra é imutável em sua dinâmica interna.
Descartando a hipótese de que vivemos apenas uma mudança climática, outros acreditam que estamos prestes a viver um superaquecimento, e essa hipótese se baseia também em repetição de uma lógica conhecida, e isso se explica pelo entendimento da principal característica da era geológica atual o cenozóico que são as sucessivas glaciações que a mesma já atravessou. Estaríamos assim, vivendo em uma fase interglacial, onde em breve outra época de congelamento surgiria.
Sabe-se que antes de uma glaciação é comum um superaquecimento do planeta, assim, muitos afirmam que estamos próximos de uma nova glacial, porém, pretendo aqui ir além, colocando que, assim como afirma o grande ganhador do Nobel Ilya Prigogine, estamos vivendo o fim das certezas.
Para confirmar a certeza de que viveremos em breve uma nova glacial basta acreditar que este padrão de comportamento se repetira, porém, de forma diferente, essa certeza se esvai tendo em vista que no passado a espécie humana não habitava este planeta e, portanto, pensando sistemicamente, a hipótese do superaquecimento que precede uma nova glaciação pode não ocorrer.
Essa verificação científica que não se prende a bagagem cartesiano-newtoniana observa que, de forma diferente do que pensava Isaac Newton, o planeta e sua natureza, não segue uma racionalidade linear onde o que está por vir pode ser previsto. Muito pelo contrário, devido à grande complexidade apresentada sistemicamente pelo meio natural o futuro torna-se cada vez mais imprevisível.
Na verdade nosso planeta, que é constituído de um macro padrão que se mantém, possui internamente diferentes subsistemas que trocam energia e matéria entre si alterando sua dinâmica espaço-temporal constantemente.
E, assim como a famosa frase que nos ensina que o bater de asas na Amazônia brasileira pode provocar um tornado no deserto do Texas, o planeta Terra, sendo um grande sistema, recebe informações de todos seus subsistemas, onde cada região geográfica participa da construção do que está por vir.
Para entender melhor essa questão, verifique que em qualquer lugar a junção dos sistemas solo, vegetação e clima possui um tênue equilíbrio, onde qualquer modificação em um deles provocará alterações em todos os outros. Sendo assim, imagine que ao longo do tempo, seja com a agricultura, seja com a urbanização, nossa espécie provocou e provoca diferentes desequilíbrios, onde a natureza se vê em constante busca de novos processos de organização, redefinindo-se constantemente.
Por isso que cada espaço geográfico é também responsável pela manutenção do equilíbrio do atual padrão de organização ecológico-geológico do planeta. Assim, devemos repensar nossas políticas públicas redefinindo não apenas nossas políticas ecológicas, porém também seu teor cartesiano-newtoniano que subordina a natureza às políticas econômicas neoliberais.
É importante que a economia comece a entender as políticas ecológicas a partir de uma visão sistêmica, onde não há verticalidade e sim horizontalidade, democracia e participação popular nas decisões de cada lugar. Não adianta conferencias onde somente os poderosos e sua ciência têm voz, é necessário que cada comunidade, cada lugar de sua participação na nova ordem que deve começar a ordem ecológica, onde o homem deixa de ser senhor e dono do meio ambiente, tornando-se o que sempre foi, a própria natureza.
Por Luís Henrique Ramos de Camargo – geógrafo e doutor em geoecologia pela UFRJ, Professor de Ecologia Política UERJ-Caxias e FEUC. – autor do livro A Ruptura do Meio Ambiente lançado pela Bertrand e A Geoestratégia da Natureza que será lançado ainda este ano pela mesma editora.
geocamargo@ig.com.br A recente tragédia ocorrida na região serrana do estado do Rio de Janeiro não representa apenas um fenômeno climático que causou danos irreversíveis à sociedade local significa na verdade um processo imprevisível devido a sua magnitude, pois mesmo o mais atento cientista jamais imaginaria que esta fúria de titãs ocorresse destruindo o que há tanto tempo se mantinha. Na verdade, nem a ciência normal e nem os moradores locais imaginavam que as chuvas, que em geral, provocam problemas nesta época do ano, destruiriam de forma tão drástica o que se mantinha há décadas ou há séculos.
Emerge aqui duas questões que considero de profunda relevância para nossos dias, a primeira se relaciona a como entendemos a relação entre o homem e a natureza, a segunda é o grave erro pertinente a farsa do que chamamos de mudança climática. Pois hoje em nossos dias é comum relacionarmos todos os graves problemas do meio ambiente a alterações do clima que seria fruto do excesso de gases estufa na atmosfera.
Essa questão vai de encontro à própria lógica natural, pois em suspensão os gases estufa sofrem reações e se transformam, além disso, e de forma muito mais séria, o planeta ao longo dos seus 4,5 bilhões de anos de existência já passou por diferentes combinações atmosféricas e também já possuiu várias ecologias. E além do mais, se o clima está mudando, isso significa que tudo está em processo de transformação, porque o clima se relaciona a diferentes outros sistemas como o solo, vegetação dentre outros. Na verdade o planeta é uma totalidade indivisível em constante transformação. E é esse fluxo espaço-temporal que gera as mudanças.
Ao longo da história de nosso planeta cada período geológico possuía uma combinação de elementos formando o que convencionamos chamar de padrão, ou seja, uma estrutura que se mantém por um determinado tempo. Assim, sucessivamente o planeta atravessou várias fases ou padrões de organização sistêmicos. Por isso, a idéia de que somos eternos se esvai deixando de lado nosso mito de que o planeta Terra é imutável em sua dinâmica interna.
Descartando a hipótese de que vivemos apenas uma mudança climática, outros acreditam que estamos prestes a viver um superaquecimento, e essa hipótese se baseia também em repetição de uma lógica conhecida, e isso se explica pelo entendimento da principal característica da era geológica atual o cenozóico que são as sucessivas glaciações que a mesma já atravessou. Estaríamos assim, vivendo em uma fase interglacial, onde em breve outra época de congelamento surgiria.
Sabe-se que antes de uma glaciação é comum um superaquecimento do planeta, assim, muitos afirmam que estamos próximos de uma nova glacial, porém, pretendo aqui ir além, colocando que, assim como afirma o grande ganhador do Nobel Ilya Prigogine, estamos vivendo o fim das certezas.
Para confirmar a certeza de que viveremos em breve uma nova glacial basta acreditar que este padrão de comportamento se repetira, porém, de forma diferente, essa certeza se esvai tendo em vista que no passado a espécie humana não habitava este planeta e, portanto, pensando sistemicamente, a hipótese do superaquecimento que precede uma nova glaciação pode não ocorrer.
Essa verificação científica que não se prende a bagagem cartesiano-newtoniana observa que, de forma diferente do que pensava Isaac Newton, o planeta e sua natureza, não segue uma racionalidade linear onde o que está por vir pode ser previsto. Muito pelo contrário, devido à grande complexidade apresentada sistemicamente pelo meio natural o futuro torna-se cada vez mais imprevisível.
Na verdade nosso planeta, que é constituído de um macro padrão que se mantém, possui internamente diferentes subsistemas que trocam energia e matéria entre si alterando sua dinâmica espaço-temporal constantemente.
E, assim como a famosa frase que nos ensina que o bater de asas na Amazônia brasileira pode provocar um tornado no deserto do Texas, o planeta Terra, sendo um grande sistema, recebe informações de todos seus subsistemas, onde cada região geográfica participa da construção do que está por vir.
Para entender melhor essa questão, verifique que em qualquer lugar a junção dos sistemas solo, vegetação e clima possui um tênue equilíbrio, onde qualquer modificação em um deles provocará alterações em todos os outros. Sendo assim, imagine que ao longo do tempo, seja com a agricultura, seja com a urbanização, nossa espécie provocou e provoca diferentes desequilíbrios, onde a natureza se vê em constante busca de novos processos de organização, redefinindo-se constantemente.
Por isso que cada espaço geográfico é também responsável pela manutenção do equilíbrio do atual padrão de organização ecológico-geológico do planeta. Assim, devemos repensar nossas políticas públicas redefinindo não apenas nossas políticas ecológicas, porém também seu teor cartesiano-newtoniano que subordina a natureza às políticas econômicas neoliberais.
É importante que a economia comece a entender as políticas ecológicas a partir de uma visão sistêmica, onde não há verticalidade e sim horizontalidade, democracia e participação popular nas decisões de cada lugar. Não adianta conferencias onde somente os poderosos e sua ciência têm voz, é necessário que cada comunidade, cada lugar de sua participação na nova ordem que deve começar a ordem ecológica, onde o homem deixa de ser senhor e dono do meio ambiente, tornando-se o que sempre foi, a própria natureza.
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