sexta-feira, 9 de julho de 2010
Política Nuclear em debate.
O assistente da presidência da Eletronuclear, engenheiro Leonam dos Santos Guimarães proferiu, na reunião do Conselho Diretor do dia 24 de maio, a palestra “A política nacional da indústria nuclear e as potencialidades do setor no Nordeste”.
Leonam é graduado em Ciências Navais pela Escola Naval, em 1980 e em Engenharia Naval e Oceânica pela Escola Politécnica da USP, em 86. Possui mestrado e doutorado em Engenharia Naval e Oceânica pela USP, mestrado em Engenharia Nuclear pelo Instituto Nuclear da Universidade de Paris e mestrado profissional em Ciências Navais pela Escola de Guerra Naval, em 96. Tem também doutorado em Engenharia Naval e Oceânica pela Escola Politécnica da USP. É assistente do diretor presidente da Eletronuclear.
– É importante manter o Clube de Engenharia informado, acompanhando e presente nas ações num setor que foi muito promissor na década de sessenta, depois teve uma recaída, e hoje renasce com um fundamento muito forte – disse.
O engenheiro destacou que o Brasil é o décimo gerador de energia elétrica no mundo, mas o nonagésimo consumidor per capita, muito abaixo da média mundial.
– Isso se reflete de forma direta no índice de desenvolvimento humano. No cenário mundial, o consumo de energia elétrica no Brasil (2.081KWh/hab.) aparece em situação inferior ao Chile e à Argentina. Há uma relação entre o IDH e o consumo de energia para os países médios. Os que não tem energia e os completamente supridos não observam essa relação. Se usarmos o mesmo parâmetro de Portugal, por exemplo, constatamos que o que está planejado para o Brasil não é despropositado. Para compor uma matriz elétrica até 2030 que acompanhe o ritmo da demanda por eletricidade será necessário usar todas as fontes disponíveis. Isto é: hídrica, eólica, biomassa, carvão mineral, urânio, petróleo, gás natural e a produção resultante do pré-sal. O país é hoje o 10º maior gerador de energia elétrica no mundo, sendo preponderante a hidroeletricidade e a energia renovável – afirmou.
Segundo o assistente da Eletronuclear, a reserva brasileira atual de urânio é de 309 mil toneladas, com apenas 30% do país prospectado – a sexta reserva do mundo.
– É estimado que haja mais 800 mil toneladas, com as quais o Brasil passará a ser a primeira ou segunda reserva do mundo. O combustível nuclear é produzido pela Indústrias Nucleares do Brasil – INB. O ciclo começa com a mineração/beneficiamento (yellow cake), passa pelo enriquecimento, pela conversão para dióxido de urânio em pó e, finalmente, para pastilhas que serão parte do elemento combustível.
ARMAZENAMENTO
Falando sobre complementação térmica, o engenheiro ressaltou que a falta de capacidade de armazenamento da hidroeletricidade (grandes alagamentos) tem levado os projetos de usinas hídricas a projetar pequenos reservatórios (Belo Monte) ou mesmo usinas sem reservatórios (Jirau).
– A geração de energia nuclear ocupa pequenos territórios e produz grandes quantidades de energia. Hoje, a segunda maior geração térmica do Sistema Interligado Nacional é a nuclear. O Plano Nacional de Energia 2030 prevê, além da construção da Usina Angra 3, mais uma central nuclear no Nordeste e outra no Sudeste, que comportem, cada uma, até seis plantas de 1100 MW. Isto é 6600 MW, o equivalente a meia usina de Itaipu. A seleção dos sítios já começou. É um investimento da ordem de R$ 9 bilhões, entre 7 e 8 anos.
Respondendo a perguntas dos conselheiros do Clube, Leonam Guimarães abordou temas como a possibilidade de uma usina nuclear na Amazônia, licenciamento ambiental, equipamentos de Angra 3, índice de nacionalização dos projetos da Eletronuclear, consumo de energia e impostos sobre o setor elétrico, entre outros.
Sobre a questão ambiental, o engenheiro afirmou que a origem “dessa reação desproporcional” em relação a novas usinas hidrelétricas nasceu com a usina de Balbina.
– A Usina de Balbina foi vendida como uma catástrofe ambiental, coisa que ela não é. É um projeto que, por uma série de fatores técnicos, acabou alagando mais do que se previa. E as pessoas repetem isso. Isso na época foi muito utilizado politicamente para desacreditar ou criticar o próprio governo que a criou. Foi um erro, poderia ter sido feito outro projeto, mas chamar de catástrofe é exagero. É tudo uma questão de quanto a sociedade brasileira pode arcar. Isso tudo tem um custo que nem sempre é visível. Se não fizermos essas usinas na Amazônia devido a essas gestões ambientais, pagaremos um custo. O custo futuro da decisão de preservar a floresta precisa ficar claro para todo mundo. Essa discussão ainda é muito pobre e emocional na sociedade brasileira. Tudo tem um custo presente e um custo futuro. Precisamos fazer um balanço e decidir o equilíbrio que desejamos.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
O especialista também destacou que o discurso da eficiência energética é muito interessante em países de alto desenvolvimento humano, porque neles o crescimento da demanda é mínimo.
– Esse crescimento mínimo e a própria obsolescência do parque instalado pode ser compensado via medidas seguras de eficiência energética. Esta é a primeira prioridade desses países. No Brasil é importante, claro, mas não podem ser colocadas como primeira prioridade, porque as medidas de eficiência energética se aplicam principalmente ao consumo residencial. Aqui, por exemplo, é absurdo o uso de chuveiro elétrico. Só um programa sério de substituí-lo por aquecimento solar já é uma vantagem fantástica. Nos países de alto desenvolvimento humano é possível trabalhar só com eficiência energética e garantir um crescimento marginal da demanda. Já no Brasil existe carência de um bom sistema de transporte, como o metrô. Aí é que vai estar o grande aumento de consumo per capita no país. Não é no aumento do consumo residencial. Este é o desvio na discussão. Temo um pouco o discurso da eficiência energética, como panacéia, o que não se aplica em países de desenvolvimento humano médio, como é o caso do Brasil. Se aplica, sim, aos países de alto desenvolvimento humano. É mais uma vez o caso da transposição de uma meia verdade que se quer aplicar aqui – opinou.
O engenheiro destacou “o grande papel” que o Clube de Engenharia desempenhou no processo de retomada das obras de Angra 3.
– O Clube teve um papel extremamente atuante nessa decisão, que no final foi consolidada através de uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Sobre os equipamentos, surpreendentemente, os alemães faturavam a usina a quilo entregue, o que é uma coisa meio absurda. Isso não é muito importante se o empreendimento vai até o final, mas num empreendimento que parou, o que foi entregue primeiro? Obviamente as coisas mais pesadas. Para ganhar mais, é lógico! Temos armazenados os equipamentos mecânicos, onde não houve uma evolução tecnológica significativa: tubulação, bomba, trocador de calor e motores diesel, que não tem impacto significativo. Houve uma evolução na área de experimentação e controle, mas essa obviamente não foi entregue porque é muito leve. A preservação desses equipamentos garanto que é perfeita. Mas o gasto com sua conservação é muito grande, um desperdício. Os custos de paralisação de Angra 3 em 86 montam a quase 2 bilhões de reais, o que é um passivo contábil que ninguém sabe o que fazer com ele. Mas o que aconteceu nesse meio tempo? O Brasil parou 20 anos. Na época que foi feito o acordo o Brasil crescia à taxas chinesas e ninguém imaginava que de repente ia acabar tudo como acabou e o Brasil parou 20 anos. Então é fácil criticar e dizer que é megalomaníaco. Não é. É um planejamento racional. E ainda havia dois fatores que pesavam naquela época. O primeiro é que não se conhecia o potencial hidrelétrico brasileiro. Segundo, havia muita questão técnica quanto à viabilidade da transmissão de grandes blocos de energia a grandes distâncias. Problema que foi equacionado com Itaipu. Naquela época não havia experiência de engenharia nesse tipo de atividade. A tecnologia ainda estava sendo montada e por isso se apostou em oito usinas, que eram para atrair o governo alemão para efetivar o acordo. Mas só foram contratadas duas: Angra 1 e Angra 3 – afirmou.
ÍNDICE DE NACIONALIZAÇÃO
Leonam Guimarães disse ainda que o índice de nacionalização em custo de EPC (Engineering Procurement and Construction) no caso de Angra2 foi de 50,4% , considerado por ele como “bastante significativo”.
– O índice nacional projetado para Angra 3 é chegar a 54%. É pouco, mas o projeto é antigo e não dá pra fazer grandes modificações e nem tem tempo hábil para se implantar muita coisa. A meta que está sendo estabelecida para a usina nuclear do nordeste é chegar num índice de 70% de nacionalização de EPC (gastos em moeda nacional). É um índice baseado em custo. Não seria provável imaginar que iríamos projetar no Brasil um gerador de vapor para substituir os de Angra 1. Os componentes para fabricação desse equipamento são japoneses. Não dá para imaginar que podemos nacionalizar isso. Não tem nem escala. A Nuclep não tem engenharia de projeto. É engenharia de fábrica. Já foi um grande mérito ter feito aqui no Brasil. Já foi um grande salto. Essa meta de 70% de custo de EPC é bastante desafiante e não é fácil de alcançar. Se fizermos essa conta para vários outros empreendimentos que são feitos aqui no Brasil, desafio quem chegar a custos de 50% – disse.
O assessor também analisou a questão do desenvolvimento tecnológico no setor nuclear.
– Hoje me arrisco a dizer que são feitas dezenas de modificações nos projetos de Angra 1 e Angra 2. Temos capacidade para isso e estamos melhorando o desempenho e a capacitação das usinas. Tenho medo desse discurso do desenvolvimento tecnológico. Hoje o Brasil perdeu o trem de ser o pioneiro. Não dá para voltar atrás. A Coréia saiu atrás de nós e fez. Nós não fizemos. Não adianta chorar e querer voltar no passado e ser vendedor de usina nuclear. Eu tenho medo desse discurso. Ele é bonito, mas não é prático. O discurso do desenvolvimento tecnológico, em alguns casos, pode ser um grande bloqueio ao desenvolvimento possível. Se a gente conseguir 70% de nacionalização, ou seja, que 70% do investimento seja pago no país, gasto no país, acho que já é um ganho enorme. Independente se a tecnologia foi desenvolvida efetivamente no Brasil. É uma questão de valor agregado – destacou.
APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO
Respondendo a pergunta sobre a possibilidade de implantação de uma usina nuclear na Amazônia, o especialista analisou primeiro as condições de implantação do modelo hidrelétrico.
– O primeiro desafio é o uso do solo, o segundo é a própria topografia. Para conseguir reservatórios razoáveis na Amazônia é preciso alagar uma área muito grande. O futuro do aproveitamento hidrelétrico na região é a fio d’água. Talvez através de pequenas usinas hidrelétricas. Já querer gerar energia lá para segurar o resto do Brasil é problemático. Talvez fosse interessante ter uma central elétrica pra atender às necessidades de Manaus. O custo de Manaus para o resto do Brasil é muito alto por causa do consumo. Será que não justificaria ter uma usina lá para alimentar Manaus? – questionou.
Segundo o engenheiro, existem poucas regiões do litoral brasileiro onde se encontrem terrenos propícios à implantação de usinas nucleares.
– É possível encontrar no Maranhão, em Chuape, no sul do Espírito Santo, em Angra e no litoral de Santa Catarina. Todo o litoral nordestino é terreno sedimentar, e uma usina ali custaria uma fortuna. Tem o gasoduto Gasene, que corre todo o litoral. A usina tem que estar a 8 km de distância do gasoduto para evitar risco de explosão. O litoral sedimentar tem aqüífero por baixo que corre o litoral de Recife. Oitenta por cento dele são de áreas de proteção ambiental e o que sobra é mínimo. Estamos estudando o sudeste e o sul, mas vai ser difícil por causa dessa característica geológica do Brasil. Hoje não faz sentido fazer usina em rio com resfriamento em ciclo direto. O resfriamento deve ser em ciclo fechado, com torre de resfriamento, que tem impacto ambiental mínimo.
Leonam Guimarães também participou no Clube, no dia no dia 12 de maio, do lançamento do livro “Segurança de sítios nucleares”, organizado por ele, seguido de coquetel no Centro Cultural Clube de Engenharia.
Fonte: Sítio do Clube de Engenharia www.clubedeengenharia.org.br
Leonam é graduado em Ciências Navais pela Escola Naval, em 1980 e em Engenharia Naval e Oceânica pela Escola Politécnica da USP, em 86. Possui mestrado e doutorado em Engenharia Naval e Oceânica pela USP, mestrado em Engenharia Nuclear pelo Instituto Nuclear da Universidade de Paris e mestrado profissional em Ciências Navais pela Escola de Guerra Naval, em 96. Tem também doutorado em Engenharia Naval e Oceânica pela Escola Politécnica da USP. É assistente do diretor presidente da Eletronuclear.
– É importante manter o Clube de Engenharia informado, acompanhando e presente nas ações num setor que foi muito promissor na década de sessenta, depois teve uma recaída, e hoje renasce com um fundamento muito forte – disse.
O engenheiro destacou que o Brasil é o décimo gerador de energia elétrica no mundo, mas o nonagésimo consumidor per capita, muito abaixo da média mundial.
– Isso se reflete de forma direta no índice de desenvolvimento humano. No cenário mundial, o consumo de energia elétrica no Brasil (2.081KWh/hab.) aparece em situação inferior ao Chile e à Argentina. Há uma relação entre o IDH e o consumo de energia para os países médios. Os que não tem energia e os completamente supridos não observam essa relação. Se usarmos o mesmo parâmetro de Portugal, por exemplo, constatamos que o que está planejado para o Brasil não é despropositado. Para compor uma matriz elétrica até 2030 que acompanhe o ritmo da demanda por eletricidade será necessário usar todas as fontes disponíveis. Isto é: hídrica, eólica, biomassa, carvão mineral, urânio, petróleo, gás natural e a produção resultante do pré-sal. O país é hoje o 10º maior gerador de energia elétrica no mundo, sendo preponderante a hidroeletricidade e a energia renovável – afirmou.
Segundo o assistente da Eletronuclear, a reserva brasileira atual de urânio é de 309 mil toneladas, com apenas 30% do país prospectado – a sexta reserva do mundo.
– É estimado que haja mais 800 mil toneladas, com as quais o Brasil passará a ser a primeira ou segunda reserva do mundo. O combustível nuclear é produzido pela Indústrias Nucleares do Brasil – INB. O ciclo começa com a mineração/beneficiamento (yellow cake), passa pelo enriquecimento, pela conversão para dióxido de urânio em pó e, finalmente, para pastilhas que serão parte do elemento combustível.
ARMAZENAMENTO
Falando sobre complementação térmica, o engenheiro ressaltou que a falta de capacidade de armazenamento da hidroeletricidade (grandes alagamentos) tem levado os projetos de usinas hídricas a projetar pequenos reservatórios (Belo Monte) ou mesmo usinas sem reservatórios (Jirau).
– A geração de energia nuclear ocupa pequenos territórios e produz grandes quantidades de energia. Hoje, a segunda maior geração térmica do Sistema Interligado Nacional é a nuclear. O Plano Nacional de Energia 2030 prevê, além da construção da Usina Angra 3, mais uma central nuclear no Nordeste e outra no Sudeste, que comportem, cada uma, até seis plantas de 1100 MW. Isto é 6600 MW, o equivalente a meia usina de Itaipu. A seleção dos sítios já começou. É um investimento da ordem de R$ 9 bilhões, entre 7 e 8 anos.
Respondendo a perguntas dos conselheiros do Clube, Leonam Guimarães abordou temas como a possibilidade de uma usina nuclear na Amazônia, licenciamento ambiental, equipamentos de Angra 3, índice de nacionalização dos projetos da Eletronuclear, consumo de energia e impostos sobre o setor elétrico, entre outros.
Sobre a questão ambiental, o engenheiro afirmou que a origem “dessa reação desproporcional” em relação a novas usinas hidrelétricas nasceu com a usina de Balbina.
– A Usina de Balbina foi vendida como uma catástrofe ambiental, coisa que ela não é. É um projeto que, por uma série de fatores técnicos, acabou alagando mais do que se previa. E as pessoas repetem isso. Isso na época foi muito utilizado politicamente para desacreditar ou criticar o próprio governo que a criou. Foi um erro, poderia ter sido feito outro projeto, mas chamar de catástrofe é exagero. É tudo uma questão de quanto a sociedade brasileira pode arcar. Isso tudo tem um custo que nem sempre é visível. Se não fizermos essas usinas na Amazônia devido a essas gestões ambientais, pagaremos um custo. O custo futuro da decisão de preservar a floresta precisa ficar claro para todo mundo. Essa discussão ainda é muito pobre e emocional na sociedade brasileira. Tudo tem um custo presente e um custo futuro. Precisamos fazer um balanço e decidir o equilíbrio que desejamos.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
O especialista também destacou que o discurso da eficiência energética é muito interessante em países de alto desenvolvimento humano, porque neles o crescimento da demanda é mínimo.
– Esse crescimento mínimo e a própria obsolescência do parque instalado pode ser compensado via medidas seguras de eficiência energética. Esta é a primeira prioridade desses países. No Brasil é importante, claro, mas não podem ser colocadas como primeira prioridade, porque as medidas de eficiência energética se aplicam principalmente ao consumo residencial. Aqui, por exemplo, é absurdo o uso de chuveiro elétrico. Só um programa sério de substituí-lo por aquecimento solar já é uma vantagem fantástica. Nos países de alto desenvolvimento humano é possível trabalhar só com eficiência energética e garantir um crescimento marginal da demanda. Já no Brasil existe carência de um bom sistema de transporte, como o metrô. Aí é que vai estar o grande aumento de consumo per capita no país. Não é no aumento do consumo residencial. Este é o desvio na discussão. Temo um pouco o discurso da eficiência energética, como panacéia, o que não se aplica em países de desenvolvimento humano médio, como é o caso do Brasil. Se aplica, sim, aos países de alto desenvolvimento humano. É mais uma vez o caso da transposição de uma meia verdade que se quer aplicar aqui – opinou.
O engenheiro destacou “o grande papel” que o Clube de Engenharia desempenhou no processo de retomada das obras de Angra 3.
– O Clube teve um papel extremamente atuante nessa decisão, que no final foi consolidada através de uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Sobre os equipamentos, surpreendentemente, os alemães faturavam a usina a quilo entregue, o que é uma coisa meio absurda. Isso não é muito importante se o empreendimento vai até o final, mas num empreendimento que parou, o que foi entregue primeiro? Obviamente as coisas mais pesadas. Para ganhar mais, é lógico! Temos armazenados os equipamentos mecânicos, onde não houve uma evolução tecnológica significativa: tubulação, bomba, trocador de calor e motores diesel, que não tem impacto significativo. Houve uma evolução na área de experimentação e controle, mas essa obviamente não foi entregue porque é muito leve. A preservação desses equipamentos garanto que é perfeita. Mas o gasto com sua conservação é muito grande, um desperdício. Os custos de paralisação de Angra 3 em 86 montam a quase 2 bilhões de reais, o que é um passivo contábil que ninguém sabe o que fazer com ele. Mas o que aconteceu nesse meio tempo? O Brasil parou 20 anos. Na época que foi feito o acordo o Brasil crescia à taxas chinesas e ninguém imaginava que de repente ia acabar tudo como acabou e o Brasil parou 20 anos. Então é fácil criticar e dizer que é megalomaníaco. Não é. É um planejamento racional. E ainda havia dois fatores que pesavam naquela época. O primeiro é que não se conhecia o potencial hidrelétrico brasileiro. Segundo, havia muita questão técnica quanto à viabilidade da transmissão de grandes blocos de energia a grandes distâncias. Problema que foi equacionado com Itaipu. Naquela época não havia experiência de engenharia nesse tipo de atividade. A tecnologia ainda estava sendo montada e por isso se apostou em oito usinas, que eram para atrair o governo alemão para efetivar o acordo. Mas só foram contratadas duas: Angra 1 e Angra 3 – afirmou.
ÍNDICE DE NACIONALIZAÇÃO
Leonam Guimarães disse ainda que o índice de nacionalização em custo de EPC (Engineering Procurement and Construction) no caso de Angra2 foi de 50,4% , considerado por ele como “bastante significativo”.
– O índice nacional projetado para Angra 3 é chegar a 54%. É pouco, mas o projeto é antigo e não dá pra fazer grandes modificações e nem tem tempo hábil para se implantar muita coisa. A meta que está sendo estabelecida para a usina nuclear do nordeste é chegar num índice de 70% de nacionalização de EPC (gastos em moeda nacional). É um índice baseado em custo. Não seria provável imaginar que iríamos projetar no Brasil um gerador de vapor para substituir os de Angra 1. Os componentes para fabricação desse equipamento são japoneses. Não dá para imaginar que podemos nacionalizar isso. Não tem nem escala. A Nuclep não tem engenharia de projeto. É engenharia de fábrica. Já foi um grande mérito ter feito aqui no Brasil. Já foi um grande salto. Essa meta de 70% de custo de EPC é bastante desafiante e não é fácil de alcançar. Se fizermos essa conta para vários outros empreendimentos que são feitos aqui no Brasil, desafio quem chegar a custos de 50% – disse.
O assessor também analisou a questão do desenvolvimento tecnológico no setor nuclear.
– Hoje me arrisco a dizer que são feitas dezenas de modificações nos projetos de Angra 1 e Angra 2. Temos capacidade para isso e estamos melhorando o desempenho e a capacitação das usinas. Tenho medo desse discurso do desenvolvimento tecnológico. Hoje o Brasil perdeu o trem de ser o pioneiro. Não dá para voltar atrás. A Coréia saiu atrás de nós e fez. Nós não fizemos. Não adianta chorar e querer voltar no passado e ser vendedor de usina nuclear. Eu tenho medo desse discurso. Ele é bonito, mas não é prático. O discurso do desenvolvimento tecnológico, em alguns casos, pode ser um grande bloqueio ao desenvolvimento possível. Se a gente conseguir 70% de nacionalização, ou seja, que 70% do investimento seja pago no país, gasto no país, acho que já é um ganho enorme. Independente se a tecnologia foi desenvolvida efetivamente no Brasil. É uma questão de valor agregado – destacou.
APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO
Respondendo a pergunta sobre a possibilidade de implantação de uma usina nuclear na Amazônia, o especialista analisou primeiro as condições de implantação do modelo hidrelétrico.
– O primeiro desafio é o uso do solo, o segundo é a própria topografia. Para conseguir reservatórios razoáveis na Amazônia é preciso alagar uma área muito grande. O futuro do aproveitamento hidrelétrico na região é a fio d’água. Talvez através de pequenas usinas hidrelétricas. Já querer gerar energia lá para segurar o resto do Brasil é problemático. Talvez fosse interessante ter uma central elétrica pra atender às necessidades de Manaus. O custo de Manaus para o resto do Brasil é muito alto por causa do consumo. Será que não justificaria ter uma usina lá para alimentar Manaus? – questionou.
Segundo o engenheiro, existem poucas regiões do litoral brasileiro onde se encontrem terrenos propícios à implantação de usinas nucleares.
– É possível encontrar no Maranhão, em Chuape, no sul do Espírito Santo, em Angra e no litoral de Santa Catarina. Todo o litoral nordestino é terreno sedimentar, e uma usina ali custaria uma fortuna. Tem o gasoduto Gasene, que corre todo o litoral. A usina tem que estar a 8 km de distância do gasoduto para evitar risco de explosão. O litoral sedimentar tem aqüífero por baixo que corre o litoral de Recife. Oitenta por cento dele são de áreas de proteção ambiental e o que sobra é mínimo. Estamos estudando o sudeste e o sul, mas vai ser difícil por causa dessa característica geológica do Brasil. Hoje não faz sentido fazer usina em rio com resfriamento em ciclo direto. O resfriamento deve ser em ciclo fechado, com torre de resfriamento, que tem impacto ambiental mínimo.
Leonam Guimarães também participou no Clube, no dia no dia 12 de maio, do lançamento do livro “Segurança de sítios nucleares”, organizado por ele, seguido de coquetel no Centro Cultural Clube de Engenharia.
Fonte: Sítio do Clube de Engenharia www.clubedeengenharia.org.br
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Dia do Geógrafo 2010

DIA DO GEÓGRAFO
A Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Minerais (DRM) e de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) promoveu, no dia 27 de maio, solenidade pela passagem do Dia do Geógrafo, comemorado oficialmente no dia 29 de maio.
O evento contou com apresentação da palestra “Ocupação da Região Amazônica na Pré-História”, seguida de debate sobre recursos naturais renováveis e não renováveis da Amazônia e sua exploração sustentada. O tema foi apresentado pelo professor peruano Alfredo José Altamirano Enciso, doutor em paleopatologia pela Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz e conselheiro e pesquisador do Centro Brasileiro de Arqueologia.
Segundo Alfredo Enciso, três grandes museus do Brasil impulsionaram e seguem desenvolvendo diversas pesquisas nessa região, como o Museu Nacional da UFRJ, o Museu Paraense Emilio Goeldi em Belém e o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.
– Diversos pesquisadores ligados à Sociedade Brasileira da Arqueologia tem atuado nessas quatro décadas de intenso trabalho de campo e gabinete. Muitos fizeram teses de mestrado e doutorado e hoje lideram as pesquisas da região. Fruto desse trabalho podemos sintetizar que as primeiras populações humanas que ocuparam a região amazônica eram bandos de caçadores-coletores que chegaram por volta de 14.000 a.C. e deram origem à Cultura da Floresta Tropical (CFT). Aqueles homens conviveram ainda com os animais de grande porte como os megatérios, paleolamas, cavalos, tatus gigantes e mastodontes, que já estavam em extinção devido à expansão da floresta e da mudança para o clima quente e úmido – disse o pesquisador.
AMAZÔNIA
Após a palestra, foi inaugurada exposição sobre recursos naturais da Amazônia, aberta ao público no 22º andar do Clube de Engenharia. Além do petróleo de Urucum, explorado pela Petrobras, a mostra exibiu minerais da Amazônia e alimentos originários da região, como cupuaçu, açaí e castanha do Pará, além de livros sobre a geografia e a geologia da região e banners sobre a geodiversidade.
A representante da Natura, Helena Lima, mostrou a forma como a empresa colabora com o uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia como açai, cupuaçu e bacuri, entre outros. Segundo Helena Lima, algumas espécies ameaçadas de extinção estão agora em processo de recuperação graças ao uso como matéria-prima de cosméticos de um modo sustentável.
No encerramento do evento, foi prestada uma homenagem ao geógrafo e professor José Carlos Queiróz de Magalhães Castro, conselheiro fiscal do Clube de Engenharia e subchefe da DRNR, que está adoentado. O homenageado trabalhou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde se aposentou. O subchefe da DEA, Benedicto Humberto Rodrigues Francisco, destacou a atuação do geógrafo como organizador de eventos no Clube. O secretário da DRHS, Wilson Frota e Silva, e o chefe DRNR, Ibá dos Santos Silva também usaram da palavra para homenagear o geógrafo José Carlos Castro.
Entre outros, estavam presentes o diretor de Atividades Técnicas do Clube, Abílio Borges, o presidente do Centro Brasileiro de Arqueologia, Juan Navarro Barrientos, a advogada e conselheira do CBA, Giselle Manes, a representante do Inetep, Simone Reis, o secretário da DEA, geógrafo Vagner da Silva Oliveira, o diretor da CPRM, geólogo Cássio Roberto da Silva, e a representante da APGRJ, a conselheira do CBA Viviane Rodrigues.
O evento teve o apoio do Centro Brasileiro de Arqueologia, do Crea-RJ, da Sociedade Brasileira de Geologia/RJ, da Associação de Geólogos do Estado do Rio de Janeiro, da Apedema/RJ e da More.
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Pré-História
Palestra sobre encostas rochosas em Vila Isabel
Palestra sobre encostas rochosas debateu acidente em Vila Isabel
(*)
A Diretoria de Atividades Técnicas, através da Divisão Técnica de Geotecnia (DTG), e a ABMS-Rio promoveram, no dia 11 de agosto, a palestra “Instabilização de encostas rochosas e medidas mitigadoras”, proferida pela presidente do Comitê Brasileiro de Mecânica das Rochas (CBMR), Anna Laura Nunes (Coppe/UFRJ), e pelo engenheiro Sidney Crisafulli Machado, da Diretoria de Fiscalização e Licenciamento da Fundação Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Geo-Rio). O evento teve ainda a participação do presidente da Geo-Rio, engenheiro Marcio Machado, e do diretor de Estudos e Projetos (Geo-Rio), engenheiro Luis Otávio Vieira.
Segundo Anna Laura Nunes, os danos e prejuízos resultantes de rupturas de maciços rochosos próximos às áreas construídas podem ser significativos e catastróficos, como verificados no acidente ocorrido no Condomínio Residencial Vila Isabel, sobre o qual caíram 15 toneladas de pedras no dia 18 de junho. A ruptura da encosta rochosa despejou cerca de 5 mil m3 de blocos rochosos sobre o condomínio, destruindo espaços de lazer, ruas, casas e carros e ferindo de forma fatal o sogro do diretor Cultural do Clube, Alcides Lyra Lopes.
– A cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, é o resultado do encontro de mar e montanhas. Especialmente por isto é susceptível aos acidentes provocados pelas rupturas de encostas, tanto naturais, quanto cortadas pelos homens. Os riscos existem e os cariocas precisam ser protegidos das conseqüências deste tipo de acidente. Muitas rupturas de maciços rochosos não podem ser evitadas. Porém, existem técnicas e medidas mitigadoras que permitem a convivência com estes acidentes, reduzindo ou mesmo eliminando a ocorrência de danos catastróficos.
FISCALIZAÇÃO
O engenheiro Sydney Machado relatou as diversas práticas utilizadas para estabilização nas encostas rochosas e a importância da atuação da fiscalização nas pedreiras.
Luis Otávio Vieira falou sobre as medidas emergenciais tomadas logo após o acidente em Vila Isabel e sobre as atividades de investigação e estudos geológicos em andamento na Fundação Geo-Rio.
Luis Otávio Vieira falou sobre as medidas emergenciais tomadas logo após o acidente em Vila Isabel e sobre as atividades de investigação e estudos geológicos em andamento na Fundação Geo-Rio.
O geólogo Luiz José Brandão, que acompanha o desenvolvimento dos serviços de vistoria no local, informou que, devido às dificuldades de acesso à área, foram utilizados geólogos alpinistas.
Representando a administração do condomínio, o sub-sindico Otavio Medina e o engenheiro Roberto Meirelles comentaram sobre uma antiga preocupação da comunidade com as movimentações de terra ocorridas no início da década de 90, no topo da pedreira, por ocasião da construção de prédios populares pela prefeitura. Eles sugerem a inclusão nos estudos do acidente de dois pontos: a carga estrutural destas edificações e o desaparecimento da queda d’água que existia no talvegue da encosta.
(*)Fonte: Clube de Engenharia www.clubedeengenharia.org.br
(*)
A Diretoria de Atividades Técnicas, através da Divisão Técnica de Geotecnia (DTG), e a ABMS-Rio promoveram, no dia 11 de agosto, a palestra “Instabilização de encostas rochosas e medidas mitigadoras”, proferida pela presidente do Comitê Brasileiro de Mecânica das Rochas (CBMR), Anna Laura Nunes (Coppe/UFRJ), e pelo engenheiro Sidney Crisafulli Machado, da Diretoria de Fiscalização e Licenciamento da Fundação Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Geo-Rio). O evento teve ainda a participação do presidente da Geo-Rio, engenheiro Marcio Machado, e do diretor de Estudos e Projetos (Geo-Rio), engenheiro Luis Otávio Vieira.
Segundo Anna Laura Nunes, os danos e prejuízos resultantes de rupturas de maciços rochosos próximos às áreas construídas podem ser significativos e catastróficos, como verificados no acidente ocorrido no Condomínio Residencial Vila Isabel, sobre o qual caíram 15 toneladas de pedras no dia 18 de junho. A ruptura da encosta rochosa despejou cerca de 5 mil m3 de blocos rochosos sobre o condomínio, destruindo espaços de lazer, ruas, casas e carros e ferindo de forma fatal o sogro do diretor Cultural do Clube, Alcides Lyra Lopes.
– A cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, é o resultado do encontro de mar e montanhas. Especialmente por isto é susceptível aos acidentes provocados pelas rupturas de encostas, tanto naturais, quanto cortadas pelos homens. Os riscos existem e os cariocas precisam ser protegidos das conseqüências deste tipo de acidente. Muitas rupturas de maciços rochosos não podem ser evitadas. Porém, existem técnicas e medidas mitigadoras que permitem a convivência com estes acidentes, reduzindo ou mesmo eliminando a ocorrência de danos catastróficos.
FISCALIZAÇÃO
O engenheiro Sydney Machado relatou as diversas práticas utilizadas para estabilização nas encostas rochosas e a importância da atuação da fiscalização nas pedreiras.
Luis Otávio Vieira falou sobre as medidas emergenciais tomadas logo após o acidente em Vila Isabel e sobre as atividades de investigação e estudos geológicos em andamento na Fundação Geo-Rio.
Luis Otávio Vieira falou sobre as medidas emergenciais tomadas logo após o acidente em Vila Isabel e sobre as atividades de investigação e estudos geológicos em andamento na Fundação Geo-Rio.
O geólogo Luiz José Brandão, que acompanha o desenvolvimento dos serviços de vistoria no local, informou que, devido às dificuldades de acesso à área, foram utilizados geólogos alpinistas.
Representando a administração do condomínio, o sub-sindico Otavio Medina e o engenheiro Roberto Meirelles comentaram sobre uma antiga preocupação da comunidade com as movimentações de terra ocorridas no início da década de 90, no topo da pedreira, por ocasião da construção de prédios populares pela prefeitura. Eles sugerem a inclusão nos estudos do acidente de dois pontos: a carga estrutural destas edificações e o desaparecimento da queda d’água que existia no talvegue da encosta.
(*)Fonte: Clube de Engenharia www.clubedeengenharia.org.br
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Terremotos e Tsunamis
Terremotos e tsunamis
Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas da crosta. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os sismos induzidos usados inclusive em pesquisas geofísicas.
As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra gerando energia que vai ser liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.
Existem também sismos que são vinculados à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, experimentos nucleares etc., mas apresentam magnitudes bastante inferiores.
Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc os terremotos podem causar mudanças drásticas até na rotação do planeta. As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se formam novas placas.
A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do pesquisador Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.
Como conseqüências dos abalos sísmicos formam-se nos mares ondas gigantes denominadas tsunami. Elas são altamente destruidoras quando chegam ao litoral com ondas gigantescas que podem invadir cidades e povoados.
Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/terremotos.htm
Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas da crosta. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os sismos induzidos usados inclusive em pesquisas geofísicas.
As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra gerando energia que vai ser liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.
Existem também sismos que são vinculados à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, experimentos nucleares etc., mas apresentam magnitudes bastante inferiores.
Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc os terremotos podem causar mudanças drásticas até na rotação do planeta. As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se formam novas placas.
A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do pesquisador Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.
Como conseqüências dos abalos sísmicos formam-se nos mares ondas gigantes denominadas tsunami. Elas são altamente destruidoras quando chegam ao litoral com ondas gigantescas que podem invadir cidades e povoados.
Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/terremotos.htm
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
CBA ONLINE 01
CENTRO BRASILEIRO DE ARQUEOLOGIA
Utilidade Pública - Lei 910, de 04/02/1966.
Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara
Reg. Nº. 01, em 13/12/1968, no Conselho Federal de Cultura.
CBA ON-LINE
Informativo Nº. 001 - Rio de Janeiro, 21/09/2009.
EDITORIAL
Cada dia mais se intensifica o uso dos recursos da internet na comunicação. Consoante essa realidade, o Centro Brasileiro de Arqueologia resolveu lançar mais um veículo de informação institucional, o seu boletim on-line que vem se somar ao tradicional CBA Noticias e ao site.
A diretoria do CBA disponibiliza o primeiro numero do Informativo, neste dia vinte e um de setembro, não por ser um dia emblemático para a arqueologia nacional e para o CBA - fundado justamente em um dia vinte e um, em novembro de 1961.
No momento em que a bela e histórica Belém do Pará recebe o XV Congresso de Arqueologia da SAB, o Informativo do CBA On-line, ao mesmo tempo em que confraterniza com os congressistas, deseja um evento de pleno sucesso.
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XV CONGRESSO DA SOCIEDADE DE ARQUEOLOGIA BRASILEIRA
"Arqueologia e Compromisso Social: Construindo Arqueologias Multiculturais e Multivocais"
20 a 23 de Setembro de 2009 Belém/PA - Centro de Convenções do Hotel Sagres
Informações: 55 (91) 3249 2635 / 55 (91) 8115 8497 - http://www.blogger.com/
Fonte: http://www.blogger.com/
CENTRO DE ARQUEOLOGIA AMBIENTAL
O CENTRO DE ARQUEOLOGIA AMBIENTAL é um órgão do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo localizado em Piraju, Estado de São Paulo. Idealizado pela arqueóloga Luciana Pallestrini, suas raízes remontam os anos 1960, quando a equipe de arqueologia do Museu Paulista da Universidade de São Paulo iniciou suas atividades no trecho médiosuperior da bacia do rio Paranapanema. Naquela ocasião foram abertas algumas frentes de escavação arqueológica nos municípios de Itapeva, Piraju e Campina do Monte Alegre (então distrito do Município de Angatuba). O que sinalizou e tornou realidade a implantação deste CENTRO foi a necessidade de se criar uma base operacional que apoiasse as atividades de campo e de laboratório executadas pela equipe de arqueologia na região do Paranapanema. No entanto, a melhor justificativa para tal empreendimento certamente foi o significativo potencial arqueológico da área; isto havia exigido, ainda em 1968, a organização daquele que é o mais antigo programa acadêmico de pesquisas arqueológicas do Estado de São Paulo, o PROJETO PARANAPANEMA. De fato, os vínculos entre o centro e o programa acadêmico têm sido inalienáveis e isto se explica por uma relação de permanente reciprocidade: o CENTRO REGIONAL é produto do PROJETO PARANAPANEMA e, na prática, a permanência de ambos tem sido garantida pelo mútuo envolvimento em objetivos convergentes.
Leia mais: Piraju - http://projetoportoseguro-piraju.blogspot.com/
NOVO CANAL DE TELEVISÃO PORTUGUESA DEDICADO À ARQUEOLOGIA: WEBTV
Fruto de uma parceria entre o Centro Europeu de Investigação CEIPHAR e a empresa Benefits & Profits e com sede no Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, o novo canal permitirá consultas de arquivos de vídeos e artigos, relacionados com os projetes de investigação e museologia arqueológica coordenados pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT), para além das emissões diretas.
As emissões diretas tiveram o seu início na quinta-feira, cinco de março as 9h, com as Jornadas de Arqueologia Ibero-Americana, que assim podem ser seguidas por todos os interessados.
Com correspondentes em mais de 15 países, o canal de televisão oferecerá reportagens sobre os projetos do IPT, do Museu, do Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (CIAAR) e do conjunto das equipas articuladas no Grupo de Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências (FCT), na Europa (Portugal, Espanha, Itália, Grécia), América do Sul (Brasil, Colômbia) e África (Senegal, Angola).
Leia mais: http://www.arqueomacao.tv/
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SAMABAQUIS DE CUBATÃO SÃO DESTAQUE NO CONGRESSO DE ARQUEOLOGIA DE BELÉM DO PARÁ
Estudando a pré-história, o arqueólogo Manoel Gonzalez trouxe à tona uma tese que pode mudar completamente a visão do passado: segundo ele, Cubatão teria sido o berço da ocupação humana na Baixada Santista. Uma das linhas que ajudariam a preservar o patrimônio cultural da cidade é um plano de estudo e pesquisa dos sambaquis. E esse vai ser um dos temas defendidos por ele no XV Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira. O evento, que reúne as principais autoridades e especialistas no assunto, acontece em Belém, no Pará, de 20 a 23 de setembro.
Gonzalez apresentará à comunidade científica um plano de manejo elaborado para estudo e pesquisa dos sambaquis, de maneira que essa atividade venha a preservar os sítios históricos e pré-históricos de Cubatão. Os sambaquis são montanhas de conchas onde estão depositados alimentos e objetos que reconstroem a ocupação humana. “Junto dessas montanhas há adornos, dentes, machados de pedra e até peças de pedra no formato de animais”, garante o arqueólogo. Importante dizer que já foram identificados nove sambaquis no município: dois no Parque Cotia - Pará, um no Vale Verde, cinco dentro da Usiminas e um no braço do Rio Quilombo.
Gonzalez defende criação do Parque Arqueológico Cotia-Pará
Os estudos de Gonzalez resultaram em ações mais efetivas, como a criação do Parque Arqueológico Cotia-Pará. O projeto, elaborado pela Secretaria de Cultura e Turismo, está em tramitação na Prefeitura. Tem o apoio da Faculdade de Arqueologia da Universidade de São Paulo (USP). Os planos de Manoel Gonzalez incluem, ainda, as escavações do Sambaqui Cotia - Pará 2, além da tentativa de preservação e restauro da Vila Fabril. “A geração do presente não pode interromper este legado às gerações futuras. Há de se valorizar e proteger este recurso cultural finito, que são os patrimônios culturais”.
Congresso – Com o tema "Arqueologia e Compromisso Social: Construindo Arqueologias Multiculturais e Multivocais", o congresso discute o compromisso social do arqueólogo e a socialização da produção do conhecimento. Isso implica em debater também o acesso aos bens arqueológicos e ao conhecimento produzido sobre eles, além das estratégias de proteção e preservação. A intenção é ampliar o debate sobre o que deve ser preservado, como e por quê. Mais informações sobre o congresso no site http://www.blogger.com/
Com base no texto original de: Morgana Monteiro
SOCIEDADE PARAIBANA DE ARQUEOLOGIA - SPA
O Boletim Informativo da SPA, de publicação mensal, reúne artigos e textos sobre as ações arqueológicas ocorridas durante o mês em toda a Paraíba. Ele possui uma grande importância documental, registrando eventos, ações e pesquisas desde a criação da SPA, em dezembro de 2006. Por este motivo, o público leitor desta publicação é vasto, indo desde aficionados por arqueologia geral e da Paraíba, até profissionais da área, que em grande medida podem compreender como os testemunhos arqueológicos pré-históricos são distribuídos no Estado da Paraíba, a partir de seus achados, já que apenas nos últimos anos é que a arqueologia paraibana tem sido objeto de estudo.
Acessem os Boletins 01 a 38 pelo site do Museu de História Natural da Universidade Estadual da Paraíba.
O Museu de História Natural da UEPB foi criado para ser um espaço interativo e permanente de produção, divulgação e popularização do conhecimento. É objetivo do MHN apresentar para a comunidade o acervo arqueológico, paleontológico, faunístico, florístico, espeleológico e geológico da região de Campina Grande e região, bem como pesquisar sobre as evidências da cultura material, como também o material faunístico, florístico, geológico e fossilífero do estado da Paraíba. Seções do MHN: arqueologia, paleontologia, espeleologia, geologia, fauna e flora.
Endereço da SPA - Largo do Açude Novo, Centro, Campina Grande-PB.
MUSEU DE ARQUEOLOGIA SUBAQUÁTICO
Após a descoberta de vestígios de um naufrágio na praia dos Ingleses, em Florianópolis/Santa Catarina, um grupo de mergulhadores preocupados com os saques nos sítios arqueológicos submersos da costa brasileira, decidiu formar uma ONG com o objetivo de pesquisar, resgatar e preservar tais locais. Assim, um projeto pioneiro no Brasil foi criado, recebendo apoio do Governo do Estado de Santa Catarina em março de 2004, quando foi inaugurada a base de operações e Centro de Visitação PAS na praia dos Ingleses, possibilitando que o público tenha um contato direto com os trabalhos de pesquisa desta embarcação soçobrada próxima a praia.
Os bens culturais que compõem o núcleo inicial do museu são oriundos do resgate arqueológico de uma embarcação provavelmente espanhola, soçobrada entre o final do século XVII e o início do século XVIII, na praia dos Ingleses, canto direito (Costão Sul), na cidade de Florianópolis, Santa Catarina.
Em 1989, objetos de cerâmica semi-enterrados no leito marinho foram localizados por Alexandre Viana na Praia dos Ingleses, enquanto praticava pesca submarina. Mais tarde, estes objetos foram identificados como sendo “botijas peruleiras” de origem espanhola. Assim, surgiram os indícios que apontavam para a existência do naufrágio de uma embarcação procedente da Europa.
Em 2001, os pesquisadores Alexandre Viana, Marcelo Lebarbenchon Moura e Narbal de Souza Corrêa iniciaram estudos para realizar a exploração deste sítio arqueológico.
Com a autorização da Marinha do Brasil, começaram as buscas no sítio através de técnicas arqueológicas. Desde então, os trabalhos têm sido reconhecidos como o melhor da área no Brasil, inclusive por técnicos da própria Marinha.
LOCALIZAÇÃO:
No canto direito da praia dos Ingleses, na Marina.
Horários de funcionamento: de Segunda a Sexta - de 10:00 até 17:00 horasFecha para almoço: 12h às 14h. Sábado abre das 10h às 12h
CRÉDITOS:
http://www.pdic.com.br/pdic2005/letreiro/dn_114.asp
VILA DA RAINHA PODERÁ SER PARQUE ARQUEOLÓGICO
A construção de uma represa na divisa do RJ com o ES levou à descoberta de um importante sítio arqueológico. A barragem foi desviada para salvar o sítio que foi estudado por pesquisadores do Museu Nacional, segundo eles, no local das ruínas de um cais construído por Pero de Góis, donatário de capitania, que, em 1536, tentou implantar ali uma colônia com base na cana de açúcar. Com escassos recursos humanos e materiais, Góis percebeu ser o local interessante por ter muita água e mata para fornecer lenha. Os indígenas foram usados como mão de obra apesar das dificuldades de adaptação. Uma viagem de Pero a Portugal botou tudo a perder. Um aventureiro se aproveitou, invadiu a área, matou índios, aprisionou o cacique, o que resultou em guerra contra os colonos. Ao voltar da viagem, Pero de Góis encontrou seu projeto de colonização arrasado com os nativos lutando contra os colonos. Restou para a história o que ele havia construído e foi agora descoberto por acaso. Maria Dulce Gaspar, do Museu Nacional, defende a implantação de um Parque Arqueológico no local. (Redação do CBA ON-LINE baseado no Jornal "O GLOBO", Texto de Carlos Albuquerque, 19 de setembro de 2009).
CENTRO BRASILEIRO DE ARQUEOLOGIA
Fundado em 21 de novembro de 1961, o Centro Brasileiro de Arqueologia tem por objetivos congregar estudiosos em Arqueologia, Pré-história e Ciências afins que pretendam desenvolver seus conhecimentos nas mencionadas áreas; promover a realização de cursos especializados referentes aos diversos campos da Arqueologia e Ciências Correlatas, principalmente com relação à Antropologia Biocultural, Ecologia Humana, Paleoecologia Humana e ao Meio Ambiente; realizar estudos, debates, seminários, projetos culturais, encontros etc., nos campos de ensino e pesquisa mencionados, visando realizar levantamentos e pesquisas arqueológicas devidamente autorizadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN em conformidade com a Lei Federal 3924 de 26 de julho de 1961.
Endereço: Rua Marechal Deodoro, 351 – parte – Niterói/RJ - CEP 24.030-060.
(instalações do DRM-RJ)
Plantão semanal-terça-feira de 10h às 16h
Reuniões de diretoria: 21 de setembro, 19 de outubro, 23 de novembro e 21 de dezembro - de 10h até 12h
Site: http://www.cbarqueol.org.br/E-mail: http://www.blogger.com/
Datas comemorativas do CBA:
26 de julho: dia do arqueólogo e 21 de novembro: aniversário do CBA
MEMBROS DA DIRETORIA (Eleita para o triênio 2009 / 2012):
DIRETORIA EXECUTIVA
PRESIDENTE: Juan Álvaro Christian Barrientos NavarroVICE-PRESIDENTE: Luiz Octávio de Castro Cunha1º SECRETÁRIO: Benedicto Humberto Rodrigues Francisco2º SECRETÁRIA: Catherine Blin de Arruda Nóbrega Beltrão 1ª TESOUREIRA: Maria Tinoco Plata2ª TESOUREIRA: Dezi Tinoco Gaertner
DIRETOR DE PESQUISA: Jorge Belizário de Medeiros MariaDIRETORA DE ENSINO: Vanessa Maria da Costa Rodrigues Francisco
CONSELHO FISCAL
EfetivosJulio Cezar Vaz da Silva, Cláudia de Carvalho Falci Bezerra e Marlene de Carvalho Falci Bezerra
SuplentesJoão Carlos de Oliveira Gomes e Vitor Manuel Rodrigues do Nascimento
CONSELHO CONSULTIVO
Giselle Manes da Silva, Rondon Mamede Fatá, Vera Lúcia Lopes de Medeiros Maria, Ana Maria do Nascimento Veltri, Viviane Maria da Costa Rodrigues Francisco e Thais Galvão da Silva
IMPORTANTE - SE NÃO DESEJAR MAIS RECEBER ESSE BOLETIM, FAVOR INFORMAR AO CBA ON-LINE PELO E-MAIL secretario1@cbarqueol.org.br
Utilidade Pública - Lei 910, de 04/02/1966.
Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara
Reg. Nº. 01, em 13/12/1968, no Conselho Federal de Cultura.
CBA ON-LINE
Informativo Nº. 001 - Rio de Janeiro, 21/09/2009.
EDITORIAL
Cada dia mais se intensifica o uso dos recursos da internet na comunicação. Consoante essa realidade, o Centro Brasileiro de Arqueologia resolveu lançar mais um veículo de informação institucional, o seu boletim on-line que vem se somar ao tradicional CBA Noticias e ao site.
A diretoria do CBA disponibiliza o primeiro numero do Informativo, neste dia vinte e um de setembro, não por ser um dia emblemático para a arqueologia nacional e para o CBA - fundado justamente em um dia vinte e um, em novembro de 1961.
No momento em que a bela e histórica Belém do Pará recebe o XV Congresso de Arqueologia da SAB, o Informativo do CBA On-line, ao mesmo tempo em que confraterniza com os congressistas, deseja um evento de pleno sucesso.
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XV CONGRESSO DA SOCIEDADE DE ARQUEOLOGIA BRASILEIRA
"Arqueologia e Compromisso Social: Construindo Arqueologias Multiculturais e Multivocais"
20 a 23 de Setembro de 2009 Belém/PA - Centro de Convenções do Hotel Sagres
Informações: 55 (91) 3249 2635 / 55 (91) 8115 8497 - http://www.blogger.com/
Fonte: http://www.blogger.com/
CENTRO DE ARQUEOLOGIA AMBIENTAL
O CENTRO DE ARQUEOLOGIA AMBIENTAL é um órgão do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo localizado em Piraju, Estado de São Paulo. Idealizado pela arqueóloga Luciana Pallestrini, suas raízes remontam os anos 1960, quando a equipe de arqueologia do Museu Paulista da Universidade de São Paulo iniciou suas atividades no trecho médiosuperior da bacia do rio Paranapanema. Naquela ocasião foram abertas algumas frentes de escavação arqueológica nos municípios de Itapeva, Piraju e Campina do Monte Alegre (então distrito do Município de Angatuba). O que sinalizou e tornou realidade a implantação deste CENTRO foi a necessidade de se criar uma base operacional que apoiasse as atividades de campo e de laboratório executadas pela equipe de arqueologia na região do Paranapanema. No entanto, a melhor justificativa para tal empreendimento certamente foi o significativo potencial arqueológico da área; isto havia exigido, ainda em 1968, a organização daquele que é o mais antigo programa acadêmico de pesquisas arqueológicas do Estado de São Paulo, o PROJETO PARANAPANEMA. De fato, os vínculos entre o centro e o programa acadêmico têm sido inalienáveis e isto se explica por uma relação de permanente reciprocidade: o CENTRO REGIONAL é produto do PROJETO PARANAPANEMA e, na prática, a permanência de ambos tem sido garantida pelo mútuo envolvimento em objetivos convergentes.
Leia mais: Piraju - http://projetoportoseguro-piraju.blogspot.com/
NOVO CANAL DE TELEVISÃO PORTUGUESA DEDICADO À ARQUEOLOGIA: WEBTV
Fruto de uma parceria entre o Centro Europeu de Investigação CEIPHAR e a empresa Benefits & Profits e com sede no Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, o novo canal permitirá consultas de arquivos de vídeos e artigos, relacionados com os projetes de investigação e museologia arqueológica coordenados pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT), para além das emissões diretas.
As emissões diretas tiveram o seu início na quinta-feira, cinco de março as 9h, com as Jornadas de Arqueologia Ibero-Americana, que assim podem ser seguidas por todos os interessados.
Com correspondentes em mais de 15 países, o canal de televisão oferecerá reportagens sobre os projetos do IPT, do Museu, do Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (CIAAR) e do conjunto das equipas articuladas no Grupo de Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências (FCT), na Europa (Portugal, Espanha, Itália, Grécia), América do Sul (Brasil, Colômbia) e África (Senegal, Angola).
Leia mais: http://www.arqueomacao.tv/
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SAMABAQUIS DE CUBATÃO SÃO DESTAQUE NO CONGRESSO DE ARQUEOLOGIA DE BELÉM DO PARÁ
Estudando a pré-história, o arqueólogo Manoel Gonzalez trouxe à tona uma tese que pode mudar completamente a visão do passado: segundo ele, Cubatão teria sido o berço da ocupação humana na Baixada Santista. Uma das linhas que ajudariam a preservar o patrimônio cultural da cidade é um plano de estudo e pesquisa dos sambaquis. E esse vai ser um dos temas defendidos por ele no XV Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira. O evento, que reúne as principais autoridades e especialistas no assunto, acontece em Belém, no Pará, de 20 a 23 de setembro.
Gonzalez apresentará à comunidade científica um plano de manejo elaborado para estudo e pesquisa dos sambaquis, de maneira que essa atividade venha a preservar os sítios históricos e pré-históricos de Cubatão. Os sambaquis são montanhas de conchas onde estão depositados alimentos e objetos que reconstroem a ocupação humana. “Junto dessas montanhas há adornos, dentes, machados de pedra e até peças de pedra no formato de animais”, garante o arqueólogo. Importante dizer que já foram identificados nove sambaquis no município: dois no Parque Cotia - Pará, um no Vale Verde, cinco dentro da Usiminas e um no braço do Rio Quilombo.
Gonzalez defende criação do Parque Arqueológico Cotia-Pará
Os estudos de Gonzalez resultaram em ações mais efetivas, como a criação do Parque Arqueológico Cotia-Pará. O projeto, elaborado pela Secretaria de Cultura e Turismo, está em tramitação na Prefeitura. Tem o apoio da Faculdade de Arqueologia da Universidade de São Paulo (USP). Os planos de Manoel Gonzalez incluem, ainda, as escavações do Sambaqui Cotia - Pará 2, além da tentativa de preservação e restauro da Vila Fabril. “A geração do presente não pode interromper este legado às gerações futuras. Há de se valorizar e proteger este recurso cultural finito, que são os patrimônios culturais”.
Congresso – Com o tema "Arqueologia e Compromisso Social: Construindo Arqueologias Multiculturais e Multivocais", o congresso discute o compromisso social do arqueólogo e a socialização da produção do conhecimento. Isso implica em debater também o acesso aos bens arqueológicos e ao conhecimento produzido sobre eles, além das estratégias de proteção e preservação. A intenção é ampliar o debate sobre o que deve ser preservado, como e por quê. Mais informações sobre o congresso no site http://www.blogger.com/
Com base no texto original de: Morgana Monteiro
SOCIEDADE PARAIBANA DE ARQUEOLOGIA - SPA
O Boletim Informativo da SPA, de publicação mensal, reúne artigos e textos sobre as ações arqueológicas ocorridas durante o mês em toda a Paraíba. Ele possui uma grande importância documental, registrando eventos, ações e pesquisas desde a criação da SPA, em dezembro de 2006. Por este motivo, o público leitor desta publicação é vasto, indo desde aficionados por arqueologia geral e da Paraíba, até profissionais da área, que em grande medida podem compreender como os testemunhos arqueológicos pré-históricos são distribuídos no Estado da Paraíba, a partir de seus achados, já que apenas nos últimos anos é que a arqueologia paraibana tem sido objeto de estudo.
Acessem os Boletins 01 a 38 pelo site do Museu de História Natural da Universidade Estadual da Paraíba.
O Museu de História Natural da UEPB foi criado para ser um espaço interativo e permanente de produção, divulgação e popularização do conhecimento. É objetivo do MHN apresentar para a comunidade o acervo arqueológico, paleontológico, faunístico, florístico, espeleológico e geológico da região de Campina Grande e região, bem como pesquisar sobre as evidências da cultura material, como também o material faunístico, florístico, geológico e fossilífero do estado da Paraíba. Seções do MHN: arqueologia, paleontologia, espeleologia, geologia, fauna e flora.
Endereço da SPA - Largo do Açude Novo, Centro, Campina Grande-PB.
MUSEU DE ARQUEOLOGIA SUBAQUÁTICO
Após a descoberta de vestígios de um naufrágio na praia dos Ingleses, em Florianópolis/Santa Catarina, um grupo de mergulhadores preocupados com os saques nos sítios arqueológicos submersos da costa brasileira, decidiu formar uma ONG com o objetivo de pesquisar, resgatar e preservar tais locais. Assim, um projeto pioneiro no Brasil foi criado, recebendo apoio do Governo do Estado de Santa Catarina em março de 2004, quando foi inaugurada a base de operações e Centro de Visitação PAS na praia dos Ingleses, possibilitando que o público tenha um contato direto com os trabalhos de pesquisa desta embarcação soçobrada próxima a praia.
Os bens culturais que compõem o núcleo inicial do museu são oriundos do resgate arqueológico de uma embarcação provavelmente espanhola, soçobrada entre o final do século XVII e o início do século XVIII, na praia dos Ingleses, canto direito (Costão Sul), na cidade de Florianópolis, Santa Catarina.
Em 1989, objetos de cerâmica semi-enterrados no leito marinho foram localizados por Alexandre Viana na Praia dos Ingleses, enquanto praticava pesca submarina. Mais tarde, estes objetos foram identificados como sendo “botijas peruleiras” de origem espanhola. Assim, surgiram os indícios que apontavam para a existência do naufrágio de uma embarcação procedente da Europa.
Em 2001, os pesquisadores Alexandre Viana, Marcelo Lebarbenchon Moura e Narbal de Souza Corrêa iniciaram estudos para realizar a exploração deste sítio arqueológico.
Com a autorização da Marinha do Brasil, começaram as buscas no sítio através de técnicas arqueológicas. Desde então, os trabalhos têm sido reconhecidos como o melhor da área no Brasil, inclusive por técnicos da própria Marinha.
LOCALIZAÇÃO:
No canto direito da praia dos Ingleses, na Marina.
Horários de funcionamento: de Segunda a Sexta - de 10:00 até 17:00 horasFecha para almoço: 12h às 14h. Sábado abre das 10h às 12h
CRÉDITOS:
http://www.pdic.com.br/pdic2005/letreiro/dn_114.asp
VILA DA RAINHA PODERÁ SER PARQUE ARQUEOLÓGICO
A construção de uma represa na divisa do RJ com o ES levou à descoberta de um importante sítio arqueológico. A barragem foi desviada para salvar o sítio que foi estudado por pesquisadores do Museu Nacional, segundo eles, no local das ruínas de um cais construído por Pero de Góis, donatário de capitania, que, em 1536, tentou implantar ali uma colônia com base na cana de açúcar. Com escassos recursos humanos e materiais, Góis percebeu ser o local interessante por ter muita água e mata para fornecer lenha. Os indígenas foram usados como mão de obra apesar das dificuldades de adaptação. Uma viagem de Pero a Portugal botou tudo a perder. Um aventureiro se aproveitou, invadiu a área, matou índios, aprisionou o cacique, o que resultou em guerra contra os colonos. Ao voltar da viagem, Pero de Góis encontrou seu projeto de colonização arrasado com os nativos lutando contra os colonos. Restou para a história o que ele havia construído e foi agora descoberto por acaso. Maria Dulce Gaspar, do Museu Nacional, defende a implantação de um Parque Arqueológico no local. (Redação do CBA ON-LINE baseado no Jornal "O GLOBO", Texto de Carlos Albuquerque, 19 de setembro de 2009).
CENTRO BRASILEIRO DE ARQUEOLOGIA
Fundado em 21 de novembro de 1961, o Centro Brasileiro de Arqueologia tem por objetivos congregar estudiosos em Arqueologia, Pré-história e Ciências afins que pretendam desenvolver seus conhecimentos nas mencionadas áreas; promover a realização de cursos especializados referentes aos diversos campos da Arqueologia e Ciências Correlatas, principalmente com relação à Antropologia Biocultural, Ecologia Humana, Paleoecologia Humana e ao Meio Ambiente; realizar estudos, debates, seminários, projetos culturais, encontros etc., nos campos de ensino e pesquisa mencionados, visando realizar levantamentos e pesquisas arqueológicas devidamente autorizadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN em conformidade com a Lei Federal 3924 de 26 de julho de 1961.
Endereço: Rua Marechal Deodoro, 351 – parte – Niterói/RJ - CEP 24.030-060.
(instalações do DRM-RJ)
Plantão semanal-terça-feira de 10h às 16h
Reuniões de diretoria: 21 de setembro, 19 de outubro, 23 de novembro e 21 de dezembro - de 10h até 12h
Site: http://www.cbarqueol.org.br/E-mail: http://www.blogger.com/
Datas comemorativas do CBA:
26 de julho: dia do arqueólogo e 21 de novembro: aniversário do CBA
MEMBROS DA DIRETORIA (Eleita para o triênio 2009 / 2012):
DIRETORIA EXECUTIVA
PRESIDENTE: Juan Álvaro Christian Barrientos NavarroVICE-PRESIDENTE: Luiz Octávio de Castro Cunha1º SECRETÁRIO: Benedicto Humberto Rodrigues Francisco2º SECRETÁRIA: Catherine Blin de Arruda Nóbrega Beltrão 1ª TESOUREIRA: Maria Tinoco Plata2ª TESOUREIRA: Dezi Tinoco Gaertner
DIRETOR DE PESQUISA: Jorge Belizário de Medeiros MariaDIRETORA DE ENSINO: Vanessa Maria da Costa Rodrigues Francisco
CONSELHO FISCAL
EfetivosJulio Cezar Vaz da Silva, Cláudia de Carvalho Falci Bezerra e Marlene de Carvalho Falci Bezerra
SuplentesJoão Carlos de Oliveira Gomes e Vitor Manuel Rodrigues do Nascimento
CONSELHO CONSULTIVO
Giselle Manes da Silva, Rondon Mamede Fatá, Vera Lúcia Lopes de Medeiros Maria, Ana Maria do Nascimento Veltri, Viviane Maria da Costa Rodrigues Francisco e Thais Galvão da Silva
IMPORTANTE - SE NÃO DESEJAR MAIS RECEBER ESSE BOLETIM, FAVOR INFORMAR AO CBA ON-LINE PELO E-MAIL secretario1@cbarqueol.org.br
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